domingo, 21 de diciembre de 2008

Boas Festas

Feliz Natal a todos

                                 Um Ano Novo com menos ladrões.

jueves, 18 de diciembre de 2008

De descrédito em descrédito

Só o “poveu” (resíduo do salazarismo) ainda dá razão ao governo na triste novela do presente modelo de avaliação dos professores.  
Cada vez que o governo aprova mais uma medida simplex-demagógica mostra as intenções e a razoabilidade do modelo que quer impor. Agora, no último conselho de ministros aprovou mais algumas das suas demagógicas medidas.
Retiro duas:
1-    Os professores que se aposentarão até 2011 estão dispensados de avaliação. Isto tem tanto de demagógico com mostra a objectividade e a razoabilidade com que o modelo foi pensado. Se agora estão dispensados é porque não estavam. Fazia algum sentido avaliar um professor a menos de 2 anos da aposentação?
2-     Aumenta-se o suplemento de ordenado em 50% para os directores. Se este modelo até aqui já tinha como objectivo dividir para reinar, agora amordaçam-se os directores (na maioria também professores) para fiéis servidores e executores das ordens do governo contra os colegas.
É pena, que à falta de verticalidade, ainda haja homens e mulheres que se prestem ao servilismo a troco de um prato de lentilhas.
Lamentável!

miércoles, 17 de diciembre de 2008

O D. Juan das docas.

Qualquer mortal pasma com a escolha de Santana Lopes para candidato à Câmara de Lisboa pelo PSD.
E o cidadão interroga-se:
Será que a D. Manuela acha que os lisboetas esqueceram as negociatas da Feira Popular, os gastos com o famoso arquitecto americano Frank Gery para o Parque Mayer, a entrega do edifício público para o casino, das dívidas da Câmara e outras negociatas e trapalhadas feitas por Santana Lopes e continuadas pelo seu vice Carmona Rodrigues?
Não!...
A D. Manuela é velha e “somítica” mas não será assim tão parva. A D. Manuela e alguns barões do PSD encontraram uma forma airosa de atirar o D. Juan das docas para fora da Assembleia. Segundo ouvi, será candidato à Câmara mas não poderá ser candidato a deputado.
Porém, o Santana não se importa muito. Na Assembleia perdeu visibilidade e, passará a juntar a reforma da Assembleia às que já tem.
Mais um!...

viernes, 12 de diciembre de 2008

Se alguem tinha dúvidas?

“Tem sido muito bonito ver a união e capacidade de reivindicação dos professores. Mas esta teimosia do ministério ultrapassa a ministra. O primeiro-ministro não vai ceder. É o último reduto da sua afirmação pessoal, para além de que parece haver algo de “traumático” contra os professores.”
Isto escrevi aqui em 28-11,como podem confirmar. Era previsível pelas razões que apontei.
Aí está. Não só na reunião com os sindicatos o ministério se recusou a discutir como já veio hoje dizer “ que as negociações estão encerradas por este ano”.
O primeiro-ministro sabe que os professores são um grupo com pouca capacidade de manterem uma luta por tempo suficiente para se fazer sentir. Agora deixa passar o primeiro período de avaliação, depois é empatar até às eleições com quaisquer promessas. Entretanto os professores cansam-se, os “média” têm outros motivos de notícia e o Ensino continuará a degradar-se, mas com isso o primeiro-ministro não está preocupado. Aliás, o primeiro-ministro, segundo consta, passou pelo Ensino alguns meses, sem habilitações, como alguns outros arrivistas que vão fazer um biscate e é a imagem que ele ( e muitos outros) têm do Ensino – um lugar onde se vão  fazer uns biscates.

domingo, 7 de diciembre de 2008

Foste embora.

Foste embora,
Sem olhar para trás.
Nem um gesto, nem um sorriso,
Nem aquele olhar de amor
Que se prolongava entre nós,
Nos deixava aquele calor no ventre.
Como o amor sempre faz.
Seguiste em frente.
Outro amor te chamou.
Do tempo que vivemos,
Tudo acabou!
Tudo é passado!
Esqueceste até os poemas que te dei,
Nas noites em que nossos corpos
Se fundiam navegando num mar de desejos.
Esqueceste os beijos.
As palavras (falsas sei hoje) em que dizias
Amar-me; eram veneno
Em algodão doce cerzido.
Eu segui-te seduzido.  
Agora abandonado,
Sigo, vergado, a minha sombra
 Ou fico aqui parado.
Traído.
Como se nada tivesse existido,
Foste embora,
Sem olhar para trás.

viernes, 28 de noviembre de 2008

Crise no Ensino. (Final por agora)

Qualquer reflexão que se pudesse fazer sobre o Ensino há  um mês seria diferente da que podemos fazer hoje ( 28-11-08). Forçosamente, teremos de acompanhar o que se tem passado à volta da “ avaliação” dos professores.
Escrevo às 10 horas da manhã, antes de saber o que irá sair  da reunião do ministério com os sindicatos. Penso que pouco mudará. Tem sido muito bonito ver a união e capacidade de reivindicação dos professores.  Mas esta teimosia do ministério ultrapassa a ministra. O primeiro-ministro não vai ceder. É o último reduto da sua afirmação pessoal, para além de que parece haver algo de “traumático” contra os professores.
Também os sindicatos que tinham perdido a simpatia dos professores se apressam atabalhoadamente a recuperar as suas forças. Nenhuma das propostas (ministério e sindicatos) se direcciona para a melhoria do ensino. Este (ensino) só melhorará passando os alunos por uma forma mais válida e exigente de avaliação, e por aí, avaliação dos professores. - Sei que esta ideia pode ser confundida com alguma demagogia da direita política – não é. Enquanto quaisquer forma de avaliação dos professores passar simplesmente por ter como objectivo diminuir os custos do ensino, dividindo professores e colocando-os uns contra os outros, só vai criar clima de guerra dentro das escolas e diminuir a qualidade do ensino. Ensinar, transmitir conhecimentos, formar, numa palavra, dar aulas não é um acto maquinal, requisita entusiasmo e boa vontade.   
É uma pena que este governo que teve maioria e, à partida, condições para fazer reformas calmas e ponderadas, não tenha sabido escutar, ponderar e dar autonomia.
Termino não esperando coisa muito boa dado o ponto a que se chegou.

miércoles, 19 de noviembre de 2008

Intolerável!

Os comentários do sr. governador do Banco de Portugal de que "há muito desemprego porque o subsídio é generoso" são intoleráveis.

lunes, 17 de noviembre de 2008

Crise do Ensino -parte III

Tem sido uma semana agitada. Não escrevi mais nada aqui (também por razões técnicas) para ver em que dava toda esta agitação à volta das manifestações dos professores. Tem-se falado muito, demais até, assiste-se às mais descaradas colagens da esquerda à direita que não ajudam em nada os professores. Por último até os alunos (que têm as suas razões) vêm dizer que pretendem ajudar os professores.
A comunicação social faz pena pela incompetência e raiva pela falta de informação sobre o assunto. Só um noticiário mostrou alguma coisa do diferente que se faz nos outros países da Europa. O resto é apenas (embora louvável) barulho. Os chamados fazedores de opinião (tipo Marcelo) continuam a opinar com total desconhecimento ou então alinham pela tese de direita e socrática que, como os militares,” nem todos os professores podem chegar ao topo” Esta demagogia consciente para uns, inconsciente para outros serve para lançar a poeira nos olhos do povo. Ninguém, inclusive os sindicatos, se deu ao trabalho de desmontar esta falácia.
Que topo? NO exército há duas carreiras distintas: - sargentos e praças cujo curricula não vai ale do 9º ano. – oficiais com licenciatura ou mais. Na carreira de oficial há ainda duas categorias, até coronel, apenas com licenciatura, e de coronel a general com altos-estudos-militares.
Quando o nosso primeiro-ministro diz que nem todos podem ser generais nem sei se é por desconhecimento ( visto que ele próprio é apenas engenheiro técnico) por demagogia; inclino-me mais para esta.
Outra coisa que ainda não vi foi a comparação de ordenados. Os militares queixam-se, e lá terão as suas razões.
Mas ninguém chamou a atenção do Sr. primeiro-ministro para este facto.
O ordenado do professor  em fim de carreira equivale ao de Major.
No início até ao meio da carreira é menos do que o sargento. Ora os professores são licenciados, com estágio profissional e alguns mestrados e doutorados.
Onde se justifica a afirmação que “nem todos podem ser generais?”  
Vai faltando a paciência!



Quem semeia ventos colhe tempestades.
Já escrevi muito sobre a intolerável  falta de educação dos alunos. A Srª Ministra não viu isso.
Há dois anos quando corria no na internet vídeos em que uma aluna agredia a professora, Sua Excelência não sobe usar a sua autoridade para dizer “basta!”, possivelmente achou que deixando humilhar os professores seria mais fácil levar a sua reforma em frente, não percebeu que fazia parte do mesmo barco e que a falta de autoridade dos professores arrastaria a sua própria autoridade. Agora foi brindada com ovos e tomates. Se estivesse tão desprotegida como os professores, sem a segurança tê-los-ia levado na cara.

martes, 11 de noviembre de 2008

Vale a pena ler

Nada deve ser mais importante nem mais desejável (…) do que preservar a boa disposição dos professores (…). É nisso que reside o maior segredo do bom funcionamento das escolas (…).”
 
“Com amargura de espírito, os professores não poderão prestar um bom serviço, nem responder convenientemente às obrigações.”
 
Recomenda-se a todos os professores um dia de repouso semanal: “A solicitude por parte dos superiores anima muito os súbditos e reconforta-os no trabalho.”
 
“Quando um professor desempenha o seu ministério com zelo e diligência, não seja esse o pretexto para o sobrecarregar ainda mais e o manter por mais tempo naquele encargo. De outro modo os professores começarão a desempenhar os seus deveres com mais indiferença e negligência, para que não lhes suceda o mesmo.”
 
Incentivar e valorizar a sua produção literária: porque “a honra eleva as artes.”
 
“Em meses alternados, pelo menos, o reitor deverá chamar os professores (…) e perguntar-lhes-á, com benevolência, se lhes falta alguma coisa, se algo os impede de avançar nos estudos e outras coisas do género. Isto se aplique não só com todos os professores em geral, nas reuniões habituais, mas também com cada um em particular, a fim de que o reitor possa dar-lhes mais livremente sinais da sua benevolência, e eles próprios possam confessar as suas necessidades, com maior liberdade e confiança. Todas estas coisas concorrem grandemente para o amor e a união dos mestres com o seu superior. Além disso, o superior tem assim possibilidade de fazer com maior proveito algum reparo aos professores, se disso houver necessidade.”
 
 
"I. 22. Para as letras, preparem-se professores de excelência
Para conservar (…) um bom nível de conhecimento de letras e de humanidades, e para assegurar como que uma escola de mestres, o provincial deverá garantir a existência de pelo menos dois ou três indivíduos que se distingam notoriamente em matéria de letras e de eloquência. Para que assim seja, alguns dos que revelarem maior aptidão ou inclinação para estes estudos serão designados pelo provincial para se dedicarem imediatamente àquelas matérias – desde que já possuam, nas restantes disciplinas, uma formação que se considere adequada. Com o seu trabalho e dedicação, poder-se-á manter e perpetuar como que uma espécie de viveiro para uma estirpe de bons professores.
 
II. 20. Manter o entusiasmo dos professores
O reitor terá o cuidado de estimular o entusiasmo dos professores com diligência e com religiosa afeição. Evite que eles sejam demasiado sobrecarregados pelos trabalhos domésticos."
 
 

Ratio Studiorum da Companhia de Jesus (1599

Enviado pela colega Aurélia Mota de Braga

domingo, 9 de noviembre de 2008

garfanos

Eram só meia dúzia!



Precisa-se oftalmologista na 5 de Outubro.





 A Srª

                            Eram só meia dúzia

 

Eu estive aqui

jueves, 6 de noviembre de 2008

A Crise do Ensino. (continuação)

Sempre que quisermos analisar os problemas do ensino em Portugal teremos de equacionar três elementos: O sistema de ensino propriamente dito, o ministério e a mentalidade e estrutura da população.
O sistema é centralizado, pesado, caro e pouco eficiente. No ministério não há um plano pedagógico que vise melhorar a eficácia do ensino; há estatísticas, números e custos e políticas partidárias.
Na mente da maioria da população, quando se fala de Escola, pensa na antiga Escola Primária. (resquícios do Salazarismo) Criou-se e ideia que o professor trabalha poucas horas, tem muitas férias e poucos alunos. Por outro lado, a estrutura social não criou mecanismos para ocupar as crianças fora do tempo de aulas. É grande a pressão sobre o Ministério da Educação, quer na ideia que se faz do professor considerado como “ profissional privilegiado” quer na falta de ocupação das crianças.
O Ministério procura responder as estas situações de forma demagógica:
- Cria pseudo-formação complementar que não vai muito além de simples ocupação das crianças.
- Reestrutura a carreira dos professores com vista a travar a sua progressão e, consequentemente, o ensino mais barato. Para isso divide a careira (dividir para reinar).
Cria-se a figura de professor titular por via administrativa, baseado em critérios que pouco têm a ver com os requisitos necessários. O professor titular deveria ser eleito pelos seus pares como pessoa possuidora de formação científica, pedagógica e gozar do prestígio entre os colegas. Não foi assim. Atendeu-se a actividades de menor importância em desfavor do acto de ensinar. Assim, professores menos habilitados, mais novos, sem perfil e reconhecimento da escola são chamados a avaliar os seus colegas. Como era previsível Instalou-se o conflito nas escolas, a desmotivação, a baixa qualidade pedagógica. Como a avaliação não visa a melhoria da qualidade profissional mas a travagem e possível afastamento da carreira serve o ímpeto “controleiro”do ministério. Exigem-se papéis atrás de papeis, controla-se o professor a partir de Lisboa, retira-se autonomia às escolas, piora-se a qualidade do ensino.
Mas o governo poupa dinheiro. A estatística bate certo. Os alunos estão “ocupados”. O “poveu” rejubila porque o professor passa mais horas na escola.

miércoles, 5 de noviembre de 2008

Um dia que fará História

Já tínhamos quase a certeza que Barak Obama seria eleito presidente dos EU. No entanto sinto uma sensação que não sei explicar, qualquer coisa entre contentamento e estupefacção, quase medo.
Ainda me lembro da eleição de John Kennedy, respirava-se esperança no mundo. Na América havia ainda espaços reservados aos brancos: colégios, transportes, estabelecimentos. Os negros não votavam.
Também nesse tempo um negro criava, à sua volta, uma áurea de esperança: Luther King “tinha um sonho” de ver as crianças brancas e negras brincarem lado a lado. Estes dois homens que abriam a esperança ao mundo foram barbaramente assassinados pelo ódio racista e os grandes interesse do capital branco.
Passaram apenas 40 anos. Essa mesma América elege para seu presidente um homem negro.
Também a mim me parece estar a viver um sonho. Um sonho que pode mudar o mundo.

lunes, 3 de noviembre de 2008

Filhos da . . . .

Filhos da (…) mãe deles.
 
700 milhões!...
 Má gestão, negócios off  shor, gestão danosa.
 
E o senhor governador do Banco de Portugal , sempre tão preocupado com o aumento dos funcionários públicos, não sabia de nada.  Não soube de nada do BCP, não soube de nada do BPN.
Que belo trabalho de supervisão.
Quantos já foram presos? Quantos irão ser presos? … Ninguém.
A CGD irá absorver o BPN, nós ( os que pagam sempre) iremos pagar, e tudo continuará como antes.
Filhos da ….

viernes, 31 de octubre de 2008

Dia da Poupança.

Assinala-se hoje o dia da poupança. Do aforro, do pequeno depósito, das pequenas sobras ao fim do mês.

Quem pode poupar neste país?

 Os dois milhões que vivem abaixo do limiar da pobreza? Não!

Os que vivem com ordenados mínimos e fazem ginástica financeira para chegar ao fim do mês com um mínimo de dívidas? Não.

A empobrecida " classe média" que não consegue cumprir com prestação da casa? Não.

Talvez os banquieros que, apesar da crise, ainda apresentam milhões de lucro. Esses não precisam poupar.

miércoles, 29 de octubre de 2008

As Crises.

Ora, como prometido, vamos lá tentar dizer alguma coisa sobre as crises que o País atravessa.
A crise na Educação.
Por uma questão de poupança de espaço, podemos dividir esta “crise” em duas partes: a crise do Ensino e a crise actual nas Escolas.
A crise do Ensino, que se arrasta desde o 25 de Abril, deve-se essencialmente, à incapacidade dos governos em encontrar um processo de ensino que responda simultaneamente à necessidade de um ensino de massas e de elites. Tem-se defendido o ensino para todos baseando-se na tese de que todos nascem com os mesmos direitos, esquecendo que não nascem todos com as mesmas capacidades. Os governos, este pior do que os anteriores, optam por meter nas mesmas turmas todos os alunos, sem criarem apoios, curricula e avaliação diferenciadas. Mete-se tudo no mesmo “saco” num sistema de ensino desadequado, com professores desamparados e preparados para ensino totalmente diferente, escolas sem qualidade, objectivos e saídas iguais para alunos muito diferentes entre si.  Como para os governantes interessa apenas a estatística, avalia-se pelo mínimo, nivela-se pelo mais baixo. Aos professores é exigido um “aproveitamento” estabelecido numericamente de cima e à partida sob pena de a sua própria avaliação, e consequente carreira, poderem estar em causa se os seus alunos tiverem menos de 15% de “sucesso”.
Assim, nem os mais dotados têm ensino que os prepare, nem os menos dotados têm resposta para as suas necessidades específicas.
E, com estes pressupostos à partida, é legítimo esperar todo o tipo de “rodeios” para conseguir estatísticas e “ignorar”a qualidade.
Os resultados aí estão publicados. Os filhos dos pais que podem pagar e têm ao seu alcance colégios onde só entram alguns fazem a diferença.
Os meios de comunicação propagandeiam, o governo faz aproveitamento demagógico e o País continua adormecido.
 
Para não cansar, fica para outro texto a 2º parte desta crise.

martes, 28 de octubre de 2008

Passeio de fim-de-semana

Este fim-de-semana andei por aqui. Por isso não houve textos.

jueves, 23 de octubre de 2008

Lembrança difusa

Hoje lembrei-me de ti.
Não consegui ver o teu rosto,
A cor dos teus olhos,
Ouvir o timbre da tua voz,
Sentir o desejo do teu calor.
Nem sequer deslumbrar
As formas do teu corpo.
Não eras mais que uma leve mancha
No passado, desfeita nas nuvens
De vapor do gelo que foste.
És passado morto.
Não houve amor.
Não deixaste marca.
Não amaste; passaste.
 
João Norte

martes, 21 de octubre de 2008

O Vale do Moinho (trecho)

O Cabo abriu a porta e, para mostrar serviço e autoridade, atirou o Chico
com uma pancada de coronha nas costas.
Sentado a uma mesa reles a servir de secretária, outro Cabo. Um rosto de
balão avermelhado, onde o álcool tinha feito estragos; um pescoço grosso de
gorila sustentava um crânio demasiado pequeno para conter alguma inteligência; uns olhos salientes e raiados de sangue inspeccionaram,
obliquamente, o Chico. Os lábios carnudos esgarearam um sorriso, pondo
a descoberto dentes manchados de tabaco e de vinho, como teclas amarelas
de um piano velho e apodrecido.
- É você, o Francisco Rebelo?
- Sou.
- Tem documentos?
Os guardas não deram tempo ao Chico de apresentar os seus documentos.
Antes dele, meteram-lhe as mãos às algibeiras e despejaram tudo quanto
encontraram, sobre a mesa.
Mas o Cabo não se preocupou em ler os documentos.
- Porque me prenderam?! perguntou o Chico.
- Isso vais tu dizer-nos!...retorquiu o Cabo com ar de troça, enquanto abria
um canivete e limpava com ele as unhas.
- O que fazias na Marinha Grande no dia da greve?
- Fui visitar o meu pai. Sou filho do chefe da estação ferroviária.
- Isso sabemos nós!...menino!...Mas foste visto noutros sítios, fora da estação!
- Andei a passear enquanto esperava. Porquê?! É proibido?!
- Veremos!...menino!...veremos!
E dizendo esta irritante frase, aplicou uma forte bofetada na cara do Chico.
O Chico não vacilou. Levantou a cabeça e olhou de frente aquele
"pau mandado" (...)
Mais uma bofetada na cara do Chico.
Durante vinte e quatro horas interrogaram o Chico sem descanso.
(...) O Chico susteve todas as suas necessidades.(...) Sentou-se no chão de
cimento frio, encostado à parede. Pensou nos filhos (...) procurou afastar os
pensamentos. Vegetar, hibernar, para o esforço não ser tão grande.
(...) Não sabia o que lhe fazia mais raiva, o tratamento a que o sugeitavam, se
aqueles imbecis, ignorantes soldados da Guarda Republicana, que se prestavam
àquele nojento servilismo à ditadura.
(...)Ao terceiro dia libertaram o Francisco.
(...) Até à próxima!...menino!

O Vale do Moinho é o meu segundo romance editado em outubro de 2007.

jueves, 16 de octubre de 2008

Eu e ela

Uma paixão absorvente.

Geralmente a sós. Eu sentado na minha cadeira e ela à minha frente bem no foco dos meus olhos. Tenho dificuldade em desviar os olhos dela. Ocupa-me o olhar e todos os sentidos. Apaixonado, absorto, quase viciado nela, descuido todo o resto. Esqueço as horas de comer e de dormir. Esqueço as tarefas diárias, as reuniões, os encontros com os amigos e até as obrigações familiares. Atento à sua beleza, ao brilho das suas cores que retoco, às suas formas que contorno e afago, ao sentido, a beleza, a sonoridade das palavras que escuto e cuja compreensão procuro interiorizar e melhorar até ao limite do meu saber e da a minha cultura, numa intercomunicação exaustiva.
Uma interdependência mútua. Ela vive de mim e eu vivo para ela, sem nada pedirmos um ao outro. Ela deixa que eu lhe componha a roupagem, a pintura, a linguagem, a enquadre no melhor cenário como se a fosse fotografar a seguir, a exponha à apreciação dos outros sem ciúme, numa dádiva confiante na sua qualidade, na sua consistência e na aceitação e respeito que os outros terão por ela e por mim.
Somos assim.
EU E A MINHA ESCRITA.

viernes, 10 de octubre de 2008

Corpo de Medusa.

Fechei os olhos e sonhei.
Sonhei que caminhávamos de mão dada,
no fundo do mar sem fim.
Os nossos corpos flutuavam,
na leveza do espírito infinito.
Teu corpo nu e sem pudor,
era belo, gracioso, sedutor.
Tu puxavas a minha mão,
O meu corpo e me beijavas.
Beijavas a minha boca, o meu peito.
Descendo, descendo com suave jeito,
Beijavas cada ponto do meu ser,
Do meu corpo,
Dos meus sentidos
Excitados pelos teus beijos.
E os nossos corpos tocavam-se.
Senti o teu calor,
O calor do teu corpo ardente
Na minha mente,
O teu corpo era uma Medusa,
Que pulsava
E sugava o meu corpo,
Que se desfazia no calor do teu corpo.
Todo o meu ser diluía,
Naquele mar imenso,
Onde toda a vida teve início e se renova.
A fome de amor se alimenta,
A paixão consome.
O teu corpo húmido,
Era um buraco negro no cosmo,
Consumindo a minha energia,
E eu desaparecia na suavidade
Espacial do teu ser,
No vazio do sonho.
............./.............
João Norte

jueves, 9 de octubre de 2008

Crise no Imobiliário

A crise no Imobiliário.
 
A crise já se vem fazendo sentir há alguns anos. Porém, só na algibeira do pequeno e médio. Os grandes pouco têm sofrido. No imobiliário, as casas pequenas e médias ate 3 assoalhadas há milhares de casas à venda sem comprador, mas os andares de luxo e as grades vivendas não têm tido falta de compradores; veremos se assim vai continuar. Há quem diga que vão vender ainda mais porque muitos vão levantar os capitais e investi-lo em imóveis. Deixo aqui um exemplo.  Moradia no Bom Sucesso Óbidos - um milhão de euros.

miércoles, 8 de octubre de 2008

O susto do Capitalismo.

Não se fala de outra coisa o que mostra como o mundo gira à volta do dinheiro.
Por mim não estou muito assustado, as minhas acções só são rentáveis em respeito e amizade. Embora, como todos, pense que vamos pagar com um maior encolher da mesa.
Entre este chorrilho de entrevistas valeu a pena ouvir o ex - ministro  da direita Bagão Félix e Joe Barardo defenderem o fim dos offshores. Quem diria?!

domingo, 5 de octubre de 2008

Dia Internacional do Professor

Arre Burro!                         
 Se ls burros todos falássen
Cumo alguns que por ende ándan,
Talbeç inda ambergonhássen
Ciertos burros q’an nós mándan.
Poesia mirandesa.

VIVA A REPÚBLICA

VIVA A REPÚBLICA.
Sabemos que não há regímenes perfeitos. Os defeitos estão nos homens.
Mas, só pelo facto de admitir pessoas diferentes à nascença, a minha cabeça não concebe a monarquia. OS HOMENS NASCEM IGUAIS.
VIVA A REPÚBLICA!

martes, 30 de septiembre de 2008

Momentos da minha infância

A Estrada de Macadame

Combinámos encontrar-nos ali. Na beira da estrada. Era uma manhã de Primavera daquelas em que o Sol nasce brilhante, mas em que o frio da noite ainda se faz sentir até a meio da manhã. Tu tardavas. Eu esperei ansioso, sentado na berma sobre um monte de brita. Brita partida à mão por homens de tronco nu, que durante doze horas, sentados ao sol, martelavam sem descanso em pancadas ritmadas, as grandes pedras ali deixadas. Dois homens fardados e armados de espingardas montavam guarda àqueles outros, castigados a trabalho forçado, cerceando-lhes as liberdades.
Sentado ali sentia-me culpado. Suspenso sobre o vale como borboleta na brisa fresca da manhã, ouvindo o sussurro do ribeiro correndo o seu destino em direcção ao mar, sustendo a minha ansiedade pela tua demora, procurava ignorar o que me rodeava. O bater das picaretas marcava o ritmo do meu coração que acelerava com a tua demora.
Eu só pensava em ti e via em todas as imagens que se aproximavam a tua figura. Mas tu não vinhas. As horas passavam. Eu tentava matar o tempo, estendê-lo anulá-lo; como se tentasse parar o sol na sua caminhada, brincava atirando pedrinhas que planavam no ar, sobre o vale como aves de rapina.
Olhava o firmamento cristalino e procurava a lua que nos tinha acompanhado no nosso primeiro beijo. A lua não estava lá. A lua muda; muda de face e de posição. Uma constante mudança que me assustava. Serias tu como a lua?! Terias mudado?! Recordava as tuas palavras. Dentro dessas palavras procurava o sentido e a solidez dos teus pensamentos ditos à luz leitosa e calma do luar. Procurava o som das palavras e só encontrava o silêncio, o peso do silêncio, maior do que o peso das pedras da estrada de macadame que eu pisava. O silêncio doía. O tempo corria com a ausência do teu corpo, das tuas palavras, e eu já via o fim da tarde, o sol que desaparecia por detrás do outeiro, e de ti nem o cheiro que eu guardava nas minhas narinas. Eu a sentir-me magoado, amachucado, destruído com a ausência das tuas palavras. Eu que pensava que o amor não necessitava de palavras! Isso seria verdade se houvesse presença. Se o teu corpo estivesse ali. Se eu pudesse sentir-lhe o calor, cheirar o seu perfume, tocar-lhe, percorrê-lo com os meus dedos ou com os meus lábios, sentir o veludo da tua pele, as palavras seriam desnecessárias. Mas não havia nada. Esse nada tornou-se demasiado denso, demasiado presente, demasiado pesado, o meu corpo foi vergando. A dor da tua ausência foi-se instalando. A luz do sol fugiu, os homens que partiam as pedras foram embora, os pássaros calaram-se, a lua voltou sozinha.

domingo, 28 de septiembre de 2008

E depois destes o que será?

Este governo é demagógico, faz 10 e diz que faz um cento. Que poderemos escolher? No PSD há um deserto. A D. Manuela, ou não abre a boca ou quando abre diz asneiras. Depois de nos informar da sua clarividência sobre o casamento apenas para a procriação, brinda-nos agora com  o pensamento económico ( lesapátria) de aconselhar os fornecedores a não fornecerem as obras do Estado. E, num rodar de "anões" lá vai contorcendo as rugas, e manejando os lambebotas do seu partido. Que raio de país nos espera?

sábado, 27 de septiembre de 2008

Os professores pagam as novas tecnologias.

Nos últimos dias, temos assistido a uma correria do Sr. Primeiro-Ministro e da Ministra da Educação por algumas escolas na entrega de computadores, mais ou menos "magalhães" . Mesmo descontando a enorme  demagogia e propaganda, é de louvar este empreendimento, por mais tendo em conta que os anteriores governos nada fizeram. Gostaríamos, sinceramente, de ver as nossas   crianças aliviadas da carga de livros que agora transportam para escola, levando apenas o seu computador.

No entanto, nem uma palavra tem sido dirigida aos professores que estão a pagar estes investimentos. Senão vejamos!

Há 5 anos que os professores estão travados na progressão da sua  carreira. Vamos fazer umas contas simples. Temos 150 000 professores. Vamos admitir que apenas 100 000 teriam mudado de escalão remuneratório com aumento médio de 100 euros cada

100 000 X 100 = 10 000 000 de euros/mês X 12 meses = 120 000 000/ano X 4 anos = 480 000 000 de euros

Simples... não é?

 O Sr. Primeiro Ministro enche a boca com meia dúzia de milhões.

domingo, 14 de septiembre de 2008

Eles comem tudo

Na Sexta-feira e ontem estive bastante ocupado com afazeres familiares e não deu para ler jornais nem abrir os e-mails enviados pelos amigos.
Só hoje deparo com o e-mail enviado pelo amigo Henrique sobre a descarada “notícia” de carta enviada pelo senhor Paulo Teixeira Pinto, de 46 anos, ao Público onde declara que foi considerado inapto em junta médica e entretanto reformado com uma “reformazita” de 35000€. Entretanto o dito senhor ocupa outro lugar de gestor noutra empresa.
Estes senhores e senhores que nos governam não têm ponta de vergonha. Se tudo se passasse entre empresas particulares, nós pequenos mortais não teríamos tanta razão para reclamar, já sabemos que as grandes empresas, banca, seguros, EDPs, PTs e GALPs etc. nos sugam e nos humilham; porém, aqui entra a caixa de aposentações e a junta médica, organismos oficiais.
Numa época de aperto em que os trabalhadores, concretamente funcionários há anos que não vêem os míseros ordenados aumentados, cuja média anda à volta dos 1000€, isto dá volta ao estômago de revolta.
E estes senhores dizem-se religiosos.

sábado, 13 de septiembre de 2008

Pesadelo

Com medo agarro as cordas do passado,
E remo o meu barco de papel.
O mar de vento em tropel,
Rebenta em castelos salpicado,
As ondas de aromas acordados.
Teimoso, calo os ruídos da memória,
E fecho os olhos ao que vai à minha volta,
Na luta incessante e sempre nova,
Da esperança que, a cada passo, se renova,
Na procura do triunfo ou da glória.
Alento do pobre condenado
Ao ritmo do tempo modelado
Pelo sopro da maré inconsciente,
Que sempre marca a vida lá na frente.
No futuro tento a fuga do presente,
Silencio os mortos sepultados.
Com as mãos tapo os sulçcos desta terra,
Calo as vozes que gritam do passado.
O medo, sempre o medo, bem colado
Nas veias do viver inacabado.
Agarro o ferro da cama enferrujado,
Enquanto o mar do tempo vai batendo,
No meu quarto escuro e pequenino...
Meu pai... Forte!... e Corajoso!....
Dorme ao lado.
No esquife que, para ele, foi talhado.

João Norte

jueves, 11 de septiembre de 2008

Para que não se esqueça

Para que não se esqueça.
O acontecimento trágico que mudou o mundo. Mais de três mil mortos imediatos e muitos milhares que resultam de um acirrar dos senhores da guerra. Não são acontecimentos inocentes. A guerra nunca é inocente. Mas são os inocentes as vítimas e os trabalhadores que pagam. Pagam com a vida e com o suor do seu trabalho.
A sociedade encontra-se ainda hoje nos extremos do pensamento. Por um lado avança-se no conhecimento científico, na procura da compreensão do Universo, por outro lado mantêm-se comportamentos primários, instinto assassino, de fanatismo religioso e político, dominados por interesses mesquinhos de desrespeito total pela vida.
É bom não esquecer.

miércoles, 10 de septiembre de 2008

João Jardim " O salvador"

Este país anda muito acabrunhado. Já ninguém acredita nas promessas do José Sócrates. A ecomonia não anda desanda. No PSD sai Mendes entr Meneses, sai meneses entra Manuela, Meneses ameaça voltar, ninguém diz nada que levante a moral enfraquecida deste povo tristonho.

Somos todos trapezistas no fio da navalha.

Eu proponho uma salvação " João Jardim" este país ptecisa circo com palhaços.

Notícias do dia

A demagogia dos números.
 
O jornal de Notícias traz hoje em destaque “ No ensino Secundário oito alunos por professor”
Na sequência do artigo lá vai dizendo que as turmas não têm tão poucos alunos. O Jornal sabe muito bem que os portugueses só lêem os títulos e depois a “notícia” passa de boca em boca neste povinho de ignorantes. Nesta estatística entram os professores, doentes, os destacados para funções directivas nas escolas, no ministério, nos sindicatos, nas bibliotecas etc.
Em qualquer das nossa escolas as turmas têm entre 23 e 30 alunos.
Mas aos nossos “merdias”, como diz o Henrique, parece interessar mas bater no professor, uma espécie de bombo onde todos dão porrada, do que esclarecer os ignorantes deste país.
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O preço do petróleo bruto está nos 100 dólares o barril. Isto é, caiu 34% desde Junho. O preço dos combustíveis desceram 4 cêntimos, cerca e 6%.
 Pobre povo

lunes, 8 de septiembre de 2008

Noticias do dia

Que o sexo é para procriação?
Que tem alguma ideia para melhorar a vida dos portugueses diferente do José Sócrates?
Que vai rezar um Te Deum pelos bons resultados eleitorais da sua candidatura?
Ou que vai trocar o seu ordenado de gestora bancária pelo ordenado mínimo nacional?

Porque escrevo

Escrevo.
Umas vezes para esquecer outras para lembrar.
Para esquecer o mundo que me rodeia: a mentira, o cinismo, a hipocrisia, o interesse instalado e mal disfarçado daqueles que se acham donos do mundo e da vida dos outros como se de deuses se tratasse mas actuando como lobos esfaimados devorando.
Falta honestidade, falta dignidade, falta respeito pelos outros e, especialmente, pelos mais fracos.
Não se cilindram porque são necessários à gula e à ganância dos poderosos e dos ricos, deixam-se viver no limiar do possível. Parafusos de uma engrenagem bem montada explorada enquanto funciona e produz, para logo abandonada como ferro velho em qualquer lugar por onde se atira a sucata da humanidade.
Cada vez mais as sociedades urbanas senhoras do conhecimento avançado fruto desenvolvimento científico e tecnológico que resultaram de esforço de toda a humanidade, se encontram mais desumanas.
Cada vez mais o homem se encontra desenraizado, de costas para a Natureza que o criou e ignorando a sua harmonia.
Cada vez mais o homem se empenha na exploração e roubo do outro como se as riquezas do Planeta não pertencessem a todos.
Cada vez mais as religiões dominam os homens pela mentira, exactamente no sentido contrário aos ensinamentos que lhe estão na base.
Que Deuses são estes?
Que homens são estes?
Então, eu escrevo para lembrar a minha infância, ingénua e sã onde o amor era mesmo amor, o vizinho era mesmo o vizinho, o outro era um amigo.
Escrevo para recordar os que amei e que guardo com a mesma pureza com que os amei. As palavras que escrevo são o elo de ligação com eles, estejam onde estiverem. Escrevo porque as palavras encontrarão outros que pensam e sentem como eu. Estes sãos os amigos de agora. Próximos ou longínquos. Importa apenas que sintam como eu, mesmo que não pensem como eu.

sábado, 6 de septiembre de 2008

Ai Setembro

Ai Setembro!
Das tardes calmas e noites frias
Adivinhando a neves.
Ai Setembro!
Das uvas cheirando a mosto
Dos frutos maduros pelo sol de Agosto.
Ai Setembro!
Dos ouriços que abrem
Como vaginas,
Mostrando os frutos do seu ventre
Ai Setembro!
Dos verdes que fogem
No castanho das cores,
No vermelho das parras
Que duram pouco,
Como os amores de verão.
Ai Setembro!
Das flores tardias
Que espreitam o sol
Nas tardes de Outono.
Ai Setembro!
No silêncio da luz
Das noites estreladas.
Ai Setembro!
Do cheiro terra molhada
Das folhas que caiem.
Ai Setembro!
Da solidão dos velhos
Nos longos caminhos da vida,
Na ferrugem dos orvalhos.
Ai Setembro!
Do Inverno que se anuncia
Nas primeiras chuvadas,
Das espigas douradas,
E das desfolhadas
Onde as raparigas
Procuram, no milho rei,
O beijo que eu não dei.
Ai Setembro!
 
 
João Norte

viernes, 5 de septiembre de 2008

O tempo.

Chegou o Inverno, ou pelo menos, acabou-se o Verão. Gosto de sentir as primeiras chuvas, especialmente do abrigo da minha casa espreitando à minha janela, gozando a paz da minha família. De qualquer forma estas mudanças rápidas fazem-nos pensar que o eterno cíclo continuará independentemente da vontade do Homem. Mas fazem-nos também pensar em quantos não gozam do conforto do casa, do calor de uma sopa, dum um beijo dum familiar. E ainda mais que não sabemos quão rápido tudo se pode alterar e, por isso, cada momento bom da vida deve ser vivido em paz, aproveitado ao máximo. E Mundo poderia ser tão diferente se cada um se contentasse com um pouco deixando aos outros algum que chegaria para todos. Bem sei que isto é uma utopia, que o homem é ganancioso e egoísta. Que pena!

Poema de joão norte
Imagem de Henrique sousa

miércoles, 3 de septiembre de 2008

dúvida

Lurdes. Esclarece-me.

Eu pus em favoritos e agora aparecem dois títulos Intro.Vertido- e joaonorte- qualquer deles funciona. Mas se meter novamente joaonorte.com já  nã abre. Se eu quiser dizer a um bloguista o meu endereço o que é que escrevo?

Um abraço.
Tarde de Agosto.

Tarde quente de Agosto.

Sento-me, a contra gosto,

Na esplanada sozinho.

Da rua, sobe o vento de azevinho.

No espaço, há aromas matizados de café.

Estalam, no ar, gargalhadas de crianças.

Um dia serão velhas!

A juventude é uma rosa

Que envelhece e se desfolha

Com um sopro.

Os pássaros descansam entre folhas

Das árvores que estendem a sombra no asfalto,

Na luz roxa projectada em lençol,

Pelo Sol que jorrou lá do alto.

E eu procurei a solidão

Nas fugas daquele sol.

Há ciprestes ao longe

Que crescem das paredes,

Recordações de campos verdes,

Caminhos poeirentos

Que não sei por onde hão-de ir,

Por ali passaram rebanhos que já não vejo.

O meu coração viu-os partir.

A rua está deserta.

E eu também!

João Norte.

teste

Vamos lá ver se eu percebo esta coisa.

Uma pergunta para a Lurdinhas ( não!... não é um estrunfício da ministra) é Lurdes do Henrique. Aparece aqui o intro.vertido, isto quer dizer que os visitantes do intro são encaminhados para aqui? Se é então temos sopa no mel.

lunes, 1 de septiembre de 2008

Hello world!

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