Escrevo.
Umas vezes para esquecer outras para lembrar.
Para esquecer o mundo que me rodeia: a mentira, o cinismo, a hipocrisia, o interesse instalado e mal disfarçado daqueles que se acham donos do mundo e da vida dos outros como se de deuses se tratasse mas actuando como lobos esfaimados devorando.
Falta honestidade, falta dignidade, falta respeito pelos outros e, especialmente, pelos mais fracos.
Não se cilindram porque são necessários à gula e à ganância dos poderosos e dos ricos, deixam-se viver no limiar do possível. Parafusos de uma engrenagem bem montada explorada enquanto funciona e produz, para logo abandonada como ferro velho em qualquer lugar por onde se atira a sucata da humanidade.
Cada vez mais as sociedades urbanas senhoras do conhecimento avançado fruto desenvolvimento científico e tecnológico que resultaram de esforço de toda a humanidade, se encontram mais desumanas.
Cada vez mais o homem se encontra desenraizado, de costas para a Natureza que o criou e ignorando a sua harmonia.
Cada vez mais o homem se empenha na exploração e roubo do outro como se as riquezas do Planeta não pertencessem a todos.
Cada vez mais as religiões dominam os homens pela mentira, exactamente no sentido contrário aos ensinamentos que lhe estão na base.
Que Deuses são estes?
Que homens são estes?
Então, eu escrevo para lembrar a minha infância, ingénua e sã onde o amor era mesmo amor, o vizinho era mesmo o vizinho, o outro era um amigo.
Escrevo para recordar os que amei e que guardo com a mesma pureza com que os amei. As palavras que escrevo são o elo de ligação com eles, estejam onde estiverem. Escrevo porque as palavras encontrarão outros que pensam e sentem como eu. Estes sãos os amigos de agora. Próximos ou longínquos. Importa apenas que sintam como eu, mesmo que não pensem como eu.
e eu escrevo porque gosto de ler as palavras da minha alma, muitos escrevem por outras razões, mas escrevem e alguns com palavras bonitas de se ler. gostei sofia
ResponderEliminarTu, meu amigo
ResponderEliminarFalas palavras vindas da alma
Bebo cada uma delas
Porque és uma fonte
Que sacia a minha sede
Ler-te não é sonho
Ler-te é viver!
Ashera
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Bem sejas
Beijos no coração para ti e tua querida familia
Olá à Sofia.
ResponderEliminarObrigado pela tua visita. Volta sempre.
Cada um escreve pelas suas razões, é isso que faz a riqueza da blogoesfera. E todos, desde que frontais, merecem ser lidos.
Um abraço.
escreverescrever.com :-)
ResponderEliminarBjs