Ora, como prometido, vamos lá tentar dizer alguma coisa sobre as crises que o País atravessa.
A crise na Educação.
Por uma questão de poupança de espaço, podemos dividir esta “crise” em duas partes: a crise do Ensino e a crise actual nas Escolas.
A crise do Ensino, que se arrasta desde o 25 de Abril, deve-se essencialmente, à incapacidade dos governos em encontrar um processo de ensino que responda simultaneamente à necessidade de um ensino de massas e de elites. Tem-se defendido o ensino para todos baseando-se na tese de que todos nascem com os mesmos direitos, esquecendo que não nascem todos com as mesmas capacidades. Os governos, este pior do que os anteriores, optam por meter nas mesmas turmas todos os alunos, sem criarem apoios, curricula e avaliação diferenciadas. Mete-se tudo no mesmo “saco” num sistema de ensino desadequado, com professores desamparados e preparados para ensino totalmente diferente, escolas sem qualidade, objectivos e saídas iguais para alunos muito diferentes entre si. Como para os governantes interessa apenas a estatística, avalia-se pelo mínimo, nivela-se pelo mais baixo. Aos professores é exigido um “aproveitamento” estabelecido numericamente de cima e à partida sob pena de a sua própria avaliação, e consequente carreira, poderem estar em causa se os seus alunos tiverem menos de 15% de “sucesso”.
Assim, nem os mais dotados têm ensino que os prepare, nem os menos dotados têm resposta para as suas necessidades específicas.
E, com estes pressupostos à partida, é legítimo esperar todo o tipo de “rodeios” para conseguir estatísticas e “ignorar”a qualidade.
Os resultados aí estão publicados. Os filhos dos pais que podem pagar e têm ao seu alcance colégios onde só entram alguns fazem a diferença.
Os meios de comunicação propagandeiam, o governo faz aproveitamento demagógico e o País continua adormecido.
Para não cansar, fica para outro texto a 2º parte desta crise.
O pior é que esta crise não é fruto da imcopetência é deliberada!
ResponderEliminarbeijos
É exactamente isso que se está a passar e é uma vergonha!
ResponderEliminarTanto aí quanto aqui, os mesmos problemas na educação. Dá pena ver governantes tão desinteressados por este crucial problema que, se fosse olhado com mais cuidado e atenção, sanaria no futuro muitas mazelas que só surgem por falta de uma bem estruturada base na educação.
ResponderEliminarFica um raio de sol no desejo de um dia lindo pra ti, e um beijo no coração.
"Como para os governantes interessa apenas a estatística, avalia-se pelo mínimo, nivela-se pelo mais baixo". Concordo. A 100%. **
ResponderEliminarTudo certo
ResponderEliminarsó não entendo o após 25 de Abril
Epá o amigo não entende nem nenhum Português
ResponderEliminarO Português precisa do 25.04 como a criança do pai natal
opáaaaaa
no comments
O ministério da educação e o governo querem? acabar com/e descredibilizar o ens. publico. É tão simples qt isso.
ResponderEliminarÉ q com as medidas da ministra cada vez fazemos mais trabalho de papel, cada vez se dá mais valor ao professor q dê o melhor show, e as aulas........
"aulas"?! ......... o q é isso?
E é ver os bons profs, a pedirem reforma mm com penalização...... por algum motivo isto acontece. Na minha esc. tenho uma colega com 33 anos de serviço e 52 de idade q se reformou com 45% de penalização........
Tivesse eu idade, ou tempo de serviço, q fazia o mm. Tb tenho pena de dizer isto, até pq se eu sou professora, sou pq o escolhi ser, foi por vocação, mas neste momento estou completamente desiludida :(
Bjs e bom fim de semana
Uma pequema explicação.Faço referênvia ao 25 de Abril apenas como limite do período a que me refiro. Poderia dizer 1976/7. Tentar analisar qualquer assunto social sem limitar o tempo é análise nula. No tempo da ditadura não havia nenhuma preocupação com ensino de massas. Mais à frente talvez fale nisso.
ResponderEliminarÉ crise atrás de crise como uma bola a rebolar...
ResponderEliminarQuanto é que acaba ?
Obrigada pelo teu comentário na altura dos 90 anos do meu Pai.
Beijinhos verdinhos
Isto não vai acabar nunca. Custa mas somos um país desgovernado e ingovernável.
ResponderEliminarUm abraço João.
Pois é, meu caro! Quem me dera poder já amanhã dizer que já não é problema meu!!!! Dá mesmo vontade de desistir.
ResponderEliminarAbraços
Desistir não. Eu também passei por periodo identico, não tão confuso, e passou. Os professores têm que continuar a mostrar a sua razão. Não nada que não tenha um fim.
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