Sempre que quisermos analisar os problemas do ensino em Portugal teremos de equacionar três elementos: O sistema de ensino propriamente dito, o ministério e a mentalidade e estrutura da população.
O sistema é centralizado, pesado, caro e pouco eficiente. No ministério não há um plano pedagógico que vise melhorar a eficácia do ensino; há estatísticas, números e custos e políticas partidárias.
Na mente da maioria da população, quando se fala de Escola, pensa na antiga Escola Primária. (resquícios do Salazarismo) Criou-se e ideia que o professor trabalha poucas horas, tem muitas férias e poucos alunos. Por outro lado, a estrutura social não criou mecanismos para ocupar as crianças fora do tempo de aulas. É grande a pressão sobre o Ministério da Educação, quer na ideia que se faz do professor considerado como “ profissional privilegiado” quer na falta de ocupação das crianças.
O Ministério procura responder as estas situações de forma demagógica:
- Cria pseudo-formação complementar que não vai muito além de simples ocupação das crianças.
- Reestrutura a carreira dos professores com vista a travar a sua progressão e, consequentemente, o ensino mais barato. Para isso divide a careira (dividir para reinar).
Cria-se a figura de professor titular por via administrativa, baseado em critérios que pouco têm a ver com os requisitos necessários. O professor titular deveria ser eleito pelos seus pares como pessoa possuidora de formação científica, pedagógica e gozar do prestígio entre os colegas. Não foi assim. Atendeu-se a actividades de menor importância em desfavor do acto de ensinar. Assim, professores menos habilitados, mais novos, sem perfil e reconhecimento da escola são chamados a avaliar os seus colegas. Como era previsível Instalou-se o conflito nas escolas, a desmotivação, a baixa qualidade pedagógica. Como a avaliação não visa a melhoria da qualidade profissional mas a travagem e possível afastamento da carreira serve o ímpeto “controleiro”do ministério. Exigem-se papéis atrás de papeis, controla-se o professor a partir de Lisboa, retira-se autonomia às escolas, piora-se a qualidade do ensino.
Mas o governo poupa dinheiro. A estatística bate certo. Os alunos estão “ocupados”. O “poveu” rejubila porque o professor passa mais horas na escola.
Mais um texto maravilha 5*
ResponderEliminarEstou contigo e dia 8 estou lá com todos!
Saudadesssssss
Beijos e mais beijos
Volto aqui para dizer que te furtei desta vez:
ResponderEliminarashera.sedrul.net/
Beijos
O professor passa mais horas na escola, a burocracia e a pressão aumenta, os alunos cada vez requerem mais atenção, a qualidade do ensino diminui, pq diminui o tempo para o mais importante "o preparar das aulas", as forças diminuem, e a desilusão aumenta..........
ResponderEliminarDia 8, tb lá vou estar
Olá boa noite,
ResponderEliminarObrigada pela visita ao meu espaço:)
O ensino tem muito que se lhe diga... E eu que o diga, tenho um pequeno(grande) no 10º ano e bem vejo de tudo, tanto da parte dos profesores como dos próprios alunos, ainda por cima no sitio onde vivo. Não sei se o futuro é risonho para quem estuda e para os professores... Em todos os aspectos. Veremos.
Bjitos e bom fim de semana,
Paula
bigada pela visita, e desejo tb um bom fim de semana...
ResponderEliminar:) JInhos
T!na
Sabendo-se que a educação é um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação, por certo os dirigentes deveriam dar uma atenção maior aos problemas que surgem com o mau gerenciamento do espaço escolar. Este é um problema crucial e que deve ser enfrentado na sua base. Por aqui temos tido um considerável avanço neste campo, mas ainda há muito para ser feito.
ResponderEliminarUm lindo final de semana pra ti.
Tudo quanto era decidido pelo ministério, enquanto eu era professor, só visava gastar menos dinheiro.
ResponderEliminarHoje, parece que ainda é pior.
Cumprimentos
Uma excelente análise. Os problemas de fundo não se resolvem com esta máscara de menor insucesso escolar e mais "ocupação" dos professores. **
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