lunes, 17 de noviembre de 2008

Crise do Ensino -parte III

Tem sido uma semana agitada. Não escrevi mais nada aqui (também por razões técnicas) para ver em que dava toda esta agitação à volta das manifestações dos professores. Tem-se falado muito, demais até, assiste-se às mais descaradas colagens da esquerda à direita que não ajudam em nada os professores. Por último até os alunos (que têm as suas razões) vêm dizer que pretendem ajudar os professores.
A comunicação social faz pena pela incompetência e raiva pela falta de informação sobre o assunto. Só um noticiário mostrou alguma coisa do diferente que se faz nos outros países da Europa. O resto é apenas (embora louvável) barulho. Os chamados fazedores de opinião (tipo Marcelo) continuam a opinar com total desconhecimento ou então alinham pela tese de direita e socrática que, como os militares,” nem todos os professores podem chegar ao topo” Esta demagogia consciente para uns, inconsciente para outros serve para lançar a poeira nos olhos do povo. Ninguém, inclusive os sindicatos, se deu ao trabalho de desmontar esta falácia.
Que topo? NO exército há duas carreiras distintas: - sargentos e praças cujo curricula não vai ale do 9º ano. – oficiais com licenciatura ou mais. Na carreira de oficial há ainda duas categorias, até coronel, apenas com licenciatura, e de coronel a general com altos-estudos-militares.
Quando o nosso primeiro-ministro diz que nem todos podem ser generais nem sei se é por desconhecimento ( visto que ele próprio é apenas engenheiro técnico) por demagogia; inclino-me mais para esta.
Outra coisa que ainda não vi foi a comparação de ordenados. Os militares queixam-se, e lá terão as suas razões.
Mas ninguém chamou a atenção do Sr. primeiro-ministro para este facto.
O ordenado do professor  em fim de carreira equivale ao de Major.
No início até ao meio da carreira é menos do que o sargento. Ora os professores são licenciados, com estágio profissional e alguns mestrados e doutorados.
Onde se justifica a afirmação que “nem todos podem ser generais?”  
Vai faltando a paciência!



Quem semeia ventos colhe tempestades.
Já escrevi muito sobre a intolerável  falta de educação dos alunos. A Srª Ministra não viu isso.
Há dois anos quando corria no na internet vídeos em que uma aluna agredia a professora, Sua Excelência não sobe usar a sua autoridade para dizer “basta!”, possivelmente achou que deixando humilhar os professores seria mais fácil levar a sua reforma em frente, não percebeu que fazia parte do mesmo barco e que a falta de autoridade dos professores arrastaria a sua própria autoridade. Agora foi brindada com ovos e tomates. Se estivesse tão desprotegida como os professores, sem a segurança tê-los-ia levado na cara.

1 comentario:

  1. i always watch internet video on youtube and metacafe`;-

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