Qualquer reflexão que se pudesse fazer sobre o Ensino há um mês seria diferente da que podemos fazer hoje ( 28-11-08). Forçosamente, teremos de acompanhar o que se tem passado à volta da “ avaliação” dos professores.
Escrevo às 10 horas da manhã, antes de saber o que irá sair da reunião do ministério com os sindicatos. Penso que pouco mudará. Tem sido muito bonito ver a união e capacidade de reivindicação dos professores. Mas esta teimosia do ministério ultrapassa a ministra. O primeiro-ministro não vai ceder. É o último reduto da sua afirmação pessoal, para além de que parece haver algo de “traumático” contra os professores.
Também os sindicatos que tinham perdido a simpatia dos professores se apressam atabalhoadamente a recuperar as suas forças. Nenhuma das propostas (ministério e sindicatos) se direcciona para a melhoria do ensino. Este (ensino) só melhorará passando os alunos por uma forma mais válida e exigente de avaliação, e por aí, avaliação dos professores. - Sei que esta ideia pode ser confundida com alguma demagogia da direita política – não é. Enquanto quaisquer forma de avaliação dos professores passar simplesmente por ter como objectivo diminuir os custos do ensino, dividindo professores e colocando-os uns contra os outros, só vai criar clima de guerra dentro das escolas e diminuir a qualidade do ensino. Ensinar, transmitir conhecimentos, formar, numa palavra, dar aulas não é um acto maquinal, requisita entusiasmo e boa vontade.
É uma pena que este governo que teve maioria e, à partida, condições para fazer reformas calmas e ponderadas, não tenha sabido escutar, ponderar e dar autonomia.
Termino não esperando coisa muito boa dado o ponto a que se chegou.
De facto, assim é. São mesmo casmurros! Mas o pior é que também são incompetentes e estão a arrastar a Ensino para a lama...
ResponderEliminarAbraços!
A propósito também deste assunto, espero que tenhas ido à tua conta no gmail.....
ResponderEliminarAté logo
Mais beijos
Ashera (lurdes)