jueves, 18 de diciembre de 2008

De descrédito em descrédito

Só o “poveu” (resíduo do salazarismo) ainda dá razão ao governo na triste novela do presente modelo de avaliação dos professores.  
Cada vez que o governo aprova mais uma medida simplex-demagógica mostra as intenções e a razoabilidade do modelo que quer impor. Agora, no último conselho de ministros aprovou mais algumas das suas demagógicas medidas.
Retiro duas:
1-    Os professores que se aposentarão até 2011 estão dispensados de avaliação. Isto tem tanto de demagógico com mostra a objectividade e a razoabilidade com que o modelo foi pensado. Se agora estão dispensados é porque não estavam. Fazia algum sentido avaliar um professor a menos de 2 anos da aposentação?
2-     Aumenta-se o suplemento de ordenado em 50% para os directores. Se este modelo até aqui já tinha como objectivo dividir para reinar, agora amordaçam-se os directores (na maioria também professores) para fiéis servidores e executores das ordens do governo contra os colegas.
É pena, que à falta de verticalidade, ainda haja homens e mulheres que se prestem ao servilismo a troco de um prato de lentilhas.
Lamentável!

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