domingo, 7 de diciembre de 2008

Foste embora.

Foste embora,
Sem olhar para trás.
Nem um gesto, nem um sorriso,
Nem aquele olhar de amor
Que se prolongava entre nós,
Nos deixava aquele calor no ventre.
Como o amor sempre faz.
Seguiste em frente.
Outro amor te chamou.
Do tempo que vivemos,
Tudo acabou!
Tudo é passado!
Esqueceste até os poemas que te dei,
Nas noites em que nossos corpos
Se fundiam navegando num mar de desejos.
Esqueceste os beijos.
As palavras (falsas sei hoje) em que dizias
Amar-me; eram veneno
Em algodão doce cerzido.
Eu segui-te seduzido.  
Agora abandonado,
Sigo, vergado, a minha sombra
 Ou fico aqui parado.
Traído.
Como se nada tivesse existido,
Foste embora,
Sem olhar para trás.

2 comentarios:

  1. Às vezes ir embora é a única forma se não matar o amor! Confuso?
    beijos

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  2. Olá João Norte,

    É duro... as pessoas usam o "amo-te" de ânimo leve, à toa. Quem o diz de coração recebe-o do mesmo modo que o dá. É natural que se sintam, então, traídas.

    Beijinho

    Stella

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