As terras áridas de centeio
correm-me nas veias
o negro espalha-se
pelos campos da fome,
gela-me o frio
sobre as palhas
do trigo sem sustento.
Cega-me a foice…
…na cegueira da colheita
Os matrigais secaram
na boca de quem as alimenta,
as mãos enrugadas
carregam o fardo
no vazio
das cinzas avermelhadas
queimadas em solidão.
Cega-me a foice…
…na cegueira do nada
que me resta.
Porque há poemas que nos tocam particularmente, publico aqui, por cedência gentil da colega do Blogue " Amanhecer & Palavras Ousadas" este poema e foto.
ResponderEliminargelam as palavras perante esta negra realidade
ResponderEliminarbela escolha
beijos
Muito bonito!
ResponderEliminarNem sempre os poemas mais bonitos são os que falam de felicidade. :)
Bxinhux
"Cega-me a foice…
ResponderEliminar…na cegueira da colheita...
na cegueira do nada
que me resta".
Triste. Real. A doer-nos no peito.
Belíssimo!
Um abraço.
Gostei do poema. Como vai a escrita? Talvez nos vejamos em breve, se... depois ligo.
ResponderEliminarAbraços
Lindo poema, fala tristeza mas lindo de sentimento... Amei, jinhos T!na
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