Ex-ministro da Saúde do Governo de Cavaco critica programa do PSD
08.09.2009 - 10h01 Romana Borja-Santos
O antigo ministro da Saúde de Cavaco Silva, Paulo Mendo, considera que os programas eleitorais dos diferentes partidos para o sector que liderou são “omissos” e critica, mais concretamente, o PSD por dizer “banalidades” e por fazer propostas que não são “bem justificadas”.
Em declarações ao Rádio Clube, o antigo responsável pela pasta da Saúde lamenta ainda que o “essencial da saúde” não seja “falado nem sequer programado” quando a expansão dos serviços e a relação do Estado e do Serviço Nacional de Saúde com o sector privado serão os desafios da próxima legislatura, quer vença o PS quer vença o PSD. A este propósito, o antigo ministro considera preocupante que as parcerias público-privadas tenham ficado de fora do programa dos socialistas e dos social-democratas.
Alargar o acesso a cuidados de saúde oral a todas as crianças e jovens entre os 4 e os 16 anos, promover rastreios junto da comunidade escolar, garantir até 2013 que as Unidades de Saúde Familiar abranjam todo o território nacional e alargar a todo o país o apoio domiciliário de cuidados continuados integrados são as principais propostas feitas pelo PS para desenvolver no sector da saúde na próxima legislatura.
Além disso, o partido promete continuar a promover o Serviço Nacional de Saúde e incentivar a “racionalização da rede de assistência materno-infantil e da rede de urgências”, assim como continuar a trabalhar na venda de medicamentos fora das farmácias. Por outro lado, pretendem apostar na prescrição electrónica, incentivar o consumo de genéricos e aumentar a comparticipação para quem mais precisa. Racionalizar os recursos humanos e apostar na cirurgia de ambulatório são outras duas propostas. O PS apresenta, ainda, propostas específicas para diferentes patologias como o VIH/Sida, diabetes, dependências, oncologias e saúde materno infantil.
Já o PSD – que o PS acusa de querer privatizar o Serviço Nacional de Saúde – pretende garantir uma “maior acessibilidade aos serviços de saúde”, mas reduzir a despesa com os mesmos, para não colocar em risco a “sustentabilidade financeira”. O partido propõe, ainda, um rastreio às condições dentárias, visuais e auditivas nas crianças e uma redução das listas de espera. Não obstante, pretendem continuar a apostar na medicina familiar e da rede de cuidados continuados.
Uma maior de liberdade de escolha entre cuidados públicos e privados, o fim das taxas moderadoras e o aumento da comparticipação e o incentivo do consumo de genéricos passando a prescrição a ser feita por “denominação comum internacional” são outras das ideias do PSD. O partido fala ainda se parcerias público-privadas mas sem clarificar os contornos em que as pretende desenvolver.
Pois é amigo. Os programas ou são omissos ou são utópicos. A tragédia de Portugal, é que se o governo não convence, a oposição muito menos. E temos que escolher, onde não há escolha possível.
ResponderEliminarUm abraço e obrigada pela visita.