miércoles, 16 de diciembre de 2009

Saudades

Náufrago sem leme,
Nem rumo.
Como nuvem de fumo,
Naveguei em mar,
Dentro de ti.
No labirinto dos desejos,
No ópio dos teus beijos,
Me droguei e me perdi.
Ao brilho difuso da lua,
A minha vida se perdeu,
Como satélite,
Na magnitude da tua.
Nas malhas dessa rede
Chamado Amor,
Eu fiquei preso,
E de alma nua.
Hoje, restam-me as saudades,
Que arrasto pela rua.

João Norte

Dezembro 2009

1 comentario:

  1. Tudo a ver com o título.
    Às vezes as perdas ou as distâncias
    provocam-nos desabafos assim...
    GOSTEI!

    M.M.

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