Enquanto tiver voz.
Aprofunda-se em mim
O desejo do repouso.
Guerreiro velho e cansado
Que enterra seu machado.
Já voam os abutres!...
Porque é sentença dada.
Sou pássaro em decomposição.
Afrouxam-se os sentidos,
Aturdem-se em mim as palavras.
Tão longe já vai aquela madrugada
De todas as esperanças.
E … que matanças!...
O tempo nos tem dado.
Ai... de mim coitado!....
Que um dia acreditou.
Atraem-me os comentas,
Abram-me o céu!...
O meu corpo é objecto…
Que a terra deu.
Mas os olhos
Ainda passeiam por aqui.
Enredo-me nos ares.
Por cantos e esquinas,
Em constantes procurares.
Em verdade vos digo,
Enquanto tiver voz,
Não me vou calar.
João Norte
lunes, 22 de febrero de 2010
domingo, 7 de febrero de 2010
Que podridão.
Há anos atrás, eu não passaria o dia sem ler os jornais. Era imperioso. Tínhamos o governo, ditador, perfeitamente definido, e tínhamos os jornais, apoiantes uns, contra outros. Hoje ninguém sabe que mundo é este em que vivemos no nosso país. è tal a confusão que o cidadão comum tem mesmo é de se afastar ou ficará também doido. O descrédito é tão grande que mistura das figuras (mediocres) da política e dos maus jornalistas não tem escolha. Devemos gritar pela ditadura? não com certeza. Mas o que não podemos é continuar a aceitar esta baixeza da nossa política. Na medida em que o povo se vai afastando, há sempre os mesmos a engordarem há sombra desta podridão.
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