Enquanto tiver voz.
Aprofunda-se em mim
O desejo do repouso.
Guerreiro velho e cansado
Que enterra seu machado.
Já voam os abutres!...
Porque é sentença dada.
Sou pássaro em decomposição.
Afrouxam-se os sentidos,
Aturdem-se em mim as palavras.
Tão longe já vai aquela madrugada
De todas as esperanças.
E … que matanças!...
O tempo nos tem dado.
Ai... de mim coitado!....
Que um dia acreditou.
Atraem-me os comentas,
Abram-me o céu!...
O meu corpo é objecto…
Que a terra deu.
Mas os olhos
Ainda passeiam por aqui.
Enredo-me nos ares.
Por cantos e esquinas,
Em constantes procurares.
Em verdade vos digo,
Enquanto tiver voz,
Não me vou calar.
João Norte
Meu querido amigo Poeta de Voz, adorei !
ResponderEliminarVou partilhar.
Beijos e mais beijos para ti e tuas queridas
Saudades !!!!!!!!!!