domingo, 25 de abril de 2010

Cansei-me dos tempos

Cansei-me dos temos.
Nas buscas ilusórias de outrora
Sem nunca te ter encontrado,
Me pergunto,
Onde estarás tu agora?
Onde estará aquele encanto
Que a todos deleitava,
Aquela voz melodiosa
Que, qual sereia,
meu ser acorrentava.


Cansei-me dos olhares sedutores
Dos sorrisos afáveis duvidosos,
Na troca do vazio e do nada
Galguei montanhas em terra estéril
Em díspares promessas
De ecos ruidosos.

Longe vai aquela madrugada,
Na espera de nos haver libertos
O tempo proclamava.
Mas agente cansa
Dos díspares insolentes
Que ficaram.

Ora…ora… isto não é nada
Do tempo caprichoso
Que se dilata em átomos
E se vira no íntimo das gentes
A hora do lamento,
Em conversas sonegadas,
Na revelação das verdades
Que um dia há de chegar
Eu vou em busca.

Chegou a hora da largada.

João Norte

3 comentarios:

  1. Meu caro João

    Todos sonhamos com essa madrugada, na qual tudo parecia possível. Foi pena termos acordado. O pior, ao contrário dos sonhos, é que este pesadelo é bem real...

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  2. ...e que o vôo se aguente
    firme e tranquilo
    até ao destino.

    M.M.

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  3. Lindo o teu poema.
    Jhs

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