Cansei-me dos temos.
Nas buscas ilusórias de outrora
Sem nunca te ter encontrado,
Me pergunto,
Onde estarás tu agora?
Onde estará aquele encanto
Que a todos deleitava,
Aquela voz melodiosa
Que, qual sereia,
meu ser acorrentava.
Cansei-me dos olhares sedutores
Dos sorrisos afáveis duvidosos,
Na troca do vazio e do nada
Galguei montanhas em terra estéril
Em díspares promessas
De ecos ruidosos.
Longe vai aquela madrugada,
Na espera de nos haver libertos
O tempo proclamava.
Mas agente cansa
Dos díspares insolentes
Que ficaram.
Ora…ora… isto não é nada
Do tempo caprichoso
Que se dilata em átomos
E se vira no íntimo das gentes
A hora do lamento,
Em conversas sonegadas,
Na revelação das verdades
Que um dia há de chegar
Eu vou em busca.
Chegou a hora da largada.
João Norte
Meu caro João
ResponderEliminarTodos sonhamos com essa madrugada, na qual tudo parecia possível. Foi pena termos acordado. O pior, ao contrário dos sonhos, é que este pesadelo é bem real...
...e que o vôo se aguente
ResponderEliminarfirme e tranquilo
até ao destino.
M.M.
Lindo o teu poema.
ResponderEliminarJhs