A Estrada de Macadame
Combinámos encontrar-nos ali. Na beira da estrada. Era uma manhã de Primavera daquelas em que o Sol nasce brilhante, mas em que o frio da noite ainda se faz sentir até a meio da manhã. Tu tardavas. Eu esperei ansioso, sentado na berma sobre um monte de brita. Brita partida à mão por homens de tronco nu, que durante doze horas, sentados ao sol, martelavam sem descanso em pancadas ritmadas, as grandes pedras ali deixadas. Dois homens fardados e armados de espingardas montavam guarda àqueles outros, castigados a trabalho forçado, cerceando-lhes as liberdades.
Sentado ali sentia-me culpado. Suspenso sobre o vale como borboleta na brisa fresca da manhã, ouvindo o sussurro do ribeiro correndo o seu destino em direcção ao mar, sustendo a minha ansiedade pela tua demora, procurava ignorar o que me rodeava. O bater das picaretas marcava o ritmo do meu coração que acelerava com a tua demora.
Eu só pensava em ti e via em todas as imagens que se aproximavam a tua figura. Mas tu não vinhas. As horas passavam. Eu tentava matar o tempo, estendê-lo anulá-lo; como se tentasse parar o sol na sua caminhada, brincava atirando pedrinhas que planavam no ar, sobre o vale como aves de rapina.
Olhava o firmamento cristalino e procurava a lua que nos tinha acompanhado no nosso primeiro beijo. A lua não estava lá. A lua muda; muda de face e de posição. Uma constante mudança que me assustava. Serias tu como a lua?! Terias mudado?! Recordava as tuas palavras. Dentro dessas palavras procurava o sentido e a solidez dos teus pensamentos ditos à luz leitosa e calma do luar. Procurava o som das palavras e só encontrava o silêncio, o peso do silêncio, maior do que o peso das pedras da estrada de macadame que eu pisava. O silêncio doía. O tempo corria com a ausência do teu corpo, das tuas palavras, e eu já via o fim da tarde, o sol que desaparecia por detrás do outeiro, e de ti nem o cheiro que eu guardava nas minhas narinas. Eu a sentir-me magoado, amachucado, destruído com a ausência das tuas palavras. Eu que pensava que o amor não necessitava de palavras! Isso seria verdade se houvesse presença. Se o teu corpo estivesse ali. Se eu pudesse sentir-lhe o calor, cheirar o seu perfume, tocar-lhe, percorrê-lo com os meus dedos ou com os meus lábios, sentir o veludo da tua pele, as palavras seriam desnecessárias. Mas não havia nada. Esse nada tornou-se demasiado denso, demasiado presente, demasiado pesado, o meu corpo foi vergando. A dor da tua ausência foi-se instalando. A luz do sol fugiu, os homens que partiam as pedras foram embora, os pássaros calaram-se, a lua voltou sozinha.
martes, 30 de septiembre de 2008
domingo, 28 de septiembre de 2008
E depois destes o que será?
Este governo é demagógico, faz 10 e diz que faz um cento. Que poderemos escolher? No PSD há um deserto. A D. Manuela, ou não abre a boca ou quando abre diz asneiras. Depois de nos informar da sua clarividência sobre o casamento apenas para a procriação, brinda-nos agora com o pensamento económico ( lesapátria) de aconselhar os fornecedores a não fornecerem as obras do Estado. E, num rodar de "anões" lá vai contorcendo as rugas, e manejando os lambebotas do seu partido. Que raio de país nos espera?
sábado, 27 de septiembre de 2008
Os professores pagam as novas tecnologias.
Nos últimos dias, temos assistido a uma correria do Sr. Primeiro-Ministro e da Ministra da Educação por algumas escolas na entrega de computadores, mais ou menos "magalhães" . Mesmo descontando a enorme demagogia e propaganda, é de louvar este empreendimento, por mais tendo em conta que os anteriores governos nada fizeram. Gostaríamos, sinceramente, de ver as nossas crianças aliviadas da carga de livros que agora transportam para escola, levando apenas o seu computador.
No entanto, nem uma palavra tem sido dirigida aos professores que estão a pagar estes investimentos. Senão vejamos!
Há 5 anos que os professores estão travados na progressão da sua carreira. Vamos fazer umas contas simples. Temos 150 000 professores. Vamos admitir que apenas 100 000 teriam mudado de escalão remuneratório com aumento médio de 100 euros cada
100 000 X 100 = 10 000 000 de euros/mês X 12 meses = 120 000 000/ano X 4 anos = 480 000 000 de euros
Simples... não é?
O Sr. Primeiro Ministro enche a boca com meia dúzia de milhões.
No entanto, nem uma palavra tem sido dirigida aos professores que estão a pagar estes investimentos. Senão vejamos!
Há 5 anos que os professores estão travados na progressão da sua carreira. Vamos fazer umas contas simples. Temos 150 000 professores. Vamos admitir que apenas 100 000 teriam mudado de escalão remuneratório com aumento médio de 100 euros cada
100 000 X 100 = 10 000 000 de euros/mês X 12 meses = 120 000 000/ano X 4 anos = 480 000 000 de euros
Simples... não é?
O Sr. Primeiro Ministro enche a boca com meia dúzia de milhões.
domingo, 14 de septiembre de 2008
Eles comem tudo
Na Sexta-feira e ontem estive bastante ocupado com afazeres familiares e não deu para ler jornais nem abrir os e-mails enviados pelos amigos.
Só hoje deparo com o e-mail enviado pelo amigo Henrique sobre a descarada “notícia” de carta enviada pelo senhor Paulo Teixeira Pinto, de 46 anos, ao Público onde declara que foi considerado inapto em junta médica e entretanto reformado com uma “reformazita” de 35000€. Entretanto o dito senhor ocupa outro lugar de gestor noutra empresa.
Estes senhores e senhores que nos governam não têm ponta de vergonha. Se tudo se passasse entre empresas particulares, nós pequenos mortais não teríamos tanta razão para reclamar, já sabemos que as grandes empresas, banca, seguros, EDPs, PTs e GALPs etc. nos sugam e nos humilham; porém, aqui entra a caixa de aposentações e a junta médica, organismos oficiais.
Numa época de aperto em que os trabalhadores, concretamente funcionários há anos que não vêem os míseros ordenados aumentados, cuja média anda à volta dos 1000€, isto dá volta ao estômago de revolta.
E estes senhores dizem-se religiosos.
Só hoje deparo com o e-mail enviado pelo amigo Henrique sobre a descarada “notícia” de carta enviada pelo senhor Paulo Teixeira Pinto, de 46 anos, ao Público onde declara que foi considerado inapto em junta médica e entretanto reformado com uma “reformazita” de 35000€. Entretanto o dito senhor ocupa outro lugar de gestor noutra empresa.
Estes senhores e senhores que nos governam não têm ponta de vergonha. Se tudo se passasse entre empresas particulares, nós pequenos mortais não teríamos tanta razão para reclamar, já sabemos que as grandes empresas, banca, seguros, EDPs, PTs e GALPs etc. nos sugam e nos humilham; porém, aqui entra a caixa de aposentações e a junta médica, organismos oficiais.
Numa época de aperto em que os trabalhadores, concretamente funcionários há anos que não vêem os míseros ordenados aumentados, cuja média anda à volta dos 1000€, isto dá volta ao estômago de revolta.
E estes senhores dizem-se religiosos.
sábado, 13 de septiembre de 2008
Pesadelo
Com medo agarro as cordas do passado,
E remo o meu barco de papel.
O mar de vento em tropel,
Rebenta em castelos salpicado,
As ondas de aromas acordados.
Teimoso, calo os ruídos da memória,
E fecho os olhos ao que vai à minha volta,
Na luta incessante e sempre nova,
Da esperança que, a cada passo, se renova,
Na procura do triunfo ou da glória.
Alento do pobre condenado
Ao ritmo do tempo modelado
Pelo sopro da maré inconsciente,
Que sempre marca a vida lá na frente.
No futuro tento a fuga do presente,
Silencio os mortos sepultados.
Com as mãos tapo os sulçcos desta terra,
Calo as vozes que gritam do passado.
O medo, sempre o medo, bem colado
Nas veias do viver inacabado.
Agarro o ferro da cama enferrujado,
Enquanto o mar do tempo vai batendo,
No meu quarto escuro e pequenino...
Meu pai... Forte!... e Corajoso!....
Dorme ao lado.
No esquife que, para ele, foi talhado.
João Norte
E remo o meu barco de papel.
O mar de vento em tropel,
Rebenta em castelos salpicado,
As ondas de aromas acordados.
Teimoso, calo os ruídos da memória,
E fecho os olhos ao que vai à minha volta,
Na luta incessante e sempre nova,
Da esperança que, a cada passo, se renova,
Na procura do triunfo ou da glória.
Alento do pobre condenado
Ao ritmo do tempo modelado
Pelo sopro da maré inconsciente,
Que sempre marca a vida lá na frente.
No futuro tento a fuga do presente,
Silencio os mortos sepultados.
Com as mãos tapo os sulçcos desta terra,
Calo as vozes que gritam do passado.
O medo, sempre o medo, bem colado
Nas veias do viver inacabado.
Agarro o ferro da cama enferrujado,
Enquanto o mar do tempo vai batendo,
No meu quarto escuro e pequenino...
Meu pai... Forte!... e Corajoso!....
Dorme ao lado.
No esquife que, para ele, foi talhado.
João Norte
jueves, 11 de septiembre de 2008
Para que não se esqueça
Para que não se esqueça.
O acontecimento trágico que mudou o mundo. Mais de três mil mortos imediatos e muitos milhares que resultam de um acirrar dos senhores da guerra. Não são acontecimentos inocentes. A guerra nunca é inocente. Mas são os inocentes as vítimas e os trabalhadores que pagam. Pagam com a vida e com o suor do seu trabalho.
A sociedade encontra-se ainda hoje nos extremos do pensamento. Por um lado avança-se no conhecimento científico, na procura da compreensão do Universo, por outro lado mantêm-se comportamentos primários, instinto assassino, de fanatismo religioso e político, dominados por interesses mesquinhos de desrespeito total pela vida.
É bom não esquecer.
O acontecimento trágico que mudou o mundo. Mais de três mil mortos imediatos e muitos milhares que resultam de um acirrar dos senhores da guerra. Não são acontecimentos inocentes. A guerra nunca é inocente. Mas são os inocentes as vítimas e os trabalhadores que pagam. Pagam com a vida e com o suor do seu trabalho.
A sociedade encontra-se ainda hoje nos extremos do pensamento. Por um lado avança-se no conhecimento científico, na procura da compreensão do Universo, por outro lado mantêm-se comportamentos primários, instinto assassino, de fanatismo religioso e político, dominados por interesses mesquinhos de desrespeito total pela vida.
É bom não esquecer.
miércoles, 10 de septiembre de 2008
João Jardim " O salvador"
Este país anda muito acabrunhado. Já ninguém acredita nas promessas do José Sócrates. A ecomonia não anda desanda. No PSD sai Mendes entr Meneses, sai meneses entra Manuela, Meneses ameaça voltar, ninguém diz nada que levante a moral enfraquecida deste povo tristonho.
Somos todos trapezistas no fio da navalha.
Eu proponho uma salvação " João Jardim" este país ptecisa circo com palhaços.
Somos todos trapezistas no fio da navalha.
Eu proponho uma salvação " João Jardim" este país ptecisa circo com palhaços.
Notícias do dia
A demagogia dos números.
O jornal de Notícias traz hoje em destaque “ No ensino Secundário oito alunos por professor”
Na sequência do artigo lá vai dizendo que as turmas não têm tão poucos alunos. O Jornal sabe muito bem que os portugueses só lêem os títulos e depois a “notícia” passa de boca em boca neste povinho de ignorantes. Nesta estatística entram os professores, doentes, os destacados para funções directivas nas escolas, no ministério, nos sindicatos, nas bibliotecas etc.
Em qualquer das nossa escolas as turmas têm entre 23 e 30 alunos.
Mas aos nossos “merdias”, como diz o Henrique, parece interessar mas bater no professor, uma espécie de bombo onde todos dão porrada, do que esclarecer os ignorantes deste país.
…………………………………………….//…………………………………….
O preço do petróleo bruto está nos 100 dólares o barril. Isto é, caiu 34% desde Junho. O preço dos combustíveis desceram 4 cêntimos, cerca e 6%.
Pobre povo
O jornal de Notícias traz hoje em destaque “ No ensino Secundário oito alunos por professor”
Na sequência do artigo lá vai dizendo que as turmas não têm tão poucos alunos. O Jornal sabe muito bem que os portugueses só lêem os títulos e depois a “notícia” passa de boca em boca neste povinho de ignorantes. Nesta estatística entram os professores, doentes, os destacados para funções directivas nas escolas, no ministério, nos sindicatos, nas bibliotecas etc.
Em qualquer das nossa escolas as turmas têm entre 23 e 30 alunos.
Mas aos nossos “merdias”, como diz o Henrique, parece interessar mas bater no professor, uma espécie de bombo onde todos dão porrada, do que esclarecer os ignorantes deste país.
…………………………………………….//…………………………………….
O preço do petróleo bruto está nos 100 dólares o barril. Isto é, caiu 34% desde Junho. O preço dos combustíveis desceram 4 cêntimos, cerca e 6%.
Pobre povo
lunes, 8 de septiembre de 2008
Noticias do dia
Que o sexo é para procriação?
Que tem alguma ideia para melhorar a vida dos portugueses diferente do José Sócrates?
Que vai rezar um Te Deum pelos bons resultados eleitorais da sua candidatura?
Ou que vai trocar o seu ordenado de gestora bancária pelo ordenado mínimo nacional?
Que tem alguma ideia para melhorar a vida dos portugueses diferente do José Sócrates?
Que vai rezar um Te Deum pelos bons resultados eleitorais da sua candidatura?
Ou que vai trocar o seu ordenado de gestora bancária pelo ordenado mínimo nacional?
Porque escrevo
Escrevo.
Umas vezes para esquecer outras para lembrar.
Para esquecer o mundo que me rodeia: a mentira, o cinismo, a hipocrisia, o interesse instalado e mal disfarçado daqueles que se acham donos do mundo e da vida dos outros como se de deuses se tratasse mas actuando como lobos esfaimados devorando.
Falta honestidade, falta dignidade, falta respeito pelos outros e, especialmente, pelos mais fracos.
Não se cilindram porque são necessários à gula e à ganância dos poderosos e dos ricos, deixam-se viver no limiar do possível. Parafusos de uma engrenagem bem montada explorada enquanto funciona e produz, para logo abandonada como ferro velho em qualquer lugar por onde se atira a sucata da humanidade.
Cada vez mais as sociedades urbanas senhoras do conhecimento avançado fruto desenvolvimento científico e tecnológico que resultaram de esforço de toda a humanidade, se encontram mais desumanas.
Cada vez mais o homem se encontra desenraizado, de costas para a Natureza que o criou e ignorando a sua harmonia.
Cada vez mais o homem se empenha na exploração e roubo do outro como se as riquezas do Planeta não pertencessem a todos.
Cada vez mais as religiões dominam os homens pela mentira, exactamente no sentido contrário aos ensinamentos que lhe estão na base.
Que Deuses são estes?
Que homens são estes?
Então, eu escrevo para lembrar a minha infância, ingénua e sã onde o amor era mesmo amor, o vizinho era mesmo o vizinho, o outro era um amigo.
Escrevo para recordar os que amei e que guardo com a mesma pureza com que os amei. As palavras que escrevo são o elo de ligação com eles, estejam onde estiverem. Escrevo porque as palavras encontrarão outros que pensam e sentem como eu. Estes sãos os amigos de agora. Próximos ou longínquos. Importa apenas que sintam como eu, mesmo que não pensem como eu.
Umas vezes para esquecer outras para lembrar.
Para esquecer o mundo que me rodeia: a mentira, o cinismo, a hipocrisia, o interesse instalado e mal disfarçado daqueles que se acham donos do mundo e da vida dos outros como se de deuses se tratasse mas actuando como lobos esfaimados devorando.
Falta honestidade, falta dignidade, falta respeito pelos outros e, especialmente, pelos mais fracos.
Não se cilindram porque são necessários à gula e à ganância dos poderosos e dos ricos, deixam-se viver no limiar do possível. Parafusos de uma engrenagem bem montada explorada enquanto funciona e produz, para logo abandonada como ferro velho em qualquer lugar por onde se atira a sucata da humanidade.
Cada vez mais as sociedades urbanas senhoras do conhecimento avançado fruto desenvolvimento científico e tecnológico que resultaram de esforço de toda a humanidade, se encontram mais desumanas.
Cada vez mais o homem se encontra desenraizado, de costas para a Natureza que o criou e ignorando a sua harmonia.
Cada vez mais o homem se empenha na exploração e roubo do outro como se as riquezas do Planeta não pertencessem a todos.
Cada vez mais as religiões dominam os homens pela mentira, exactamente no sentido contrário aos ensinamentos que lhe estão na base.
Que Deuses são estes?
Que homens são estes?
Então, eu escrevo para lembrar a minha infância, ingénua e sã onde o amor era mesmo amor, o vizinho era mesmo o vizinho, o outro era um amigo.
Escrevo para recordar os que amei e que guardo com a mesma pureza com que os amei. As palavras que escrevo são o elo de ligação com eles, estejam onde estiverem. Escrevo porque as palavras encontrarão outros que pensam e sentem como eu. Estes sãos os amigos de agora. Próximos ou longínquos. Importa apenas que sintam como eu, mesmo que não pensem como eu.
sábado, 6 de septiembre de 2008
Ai Setembro
Ai Setembro!
Das tardes calmas e noites frias
Adivinhando a neves.
Ai Setembro!
Das uvas cheirando a mosto
Dos frutos maduros pelo sol de Agosto.
Ai Setembro!
Dos ouriços que abrem
Como vaginas,
Mostrando os frutos do seu ventre
Ai Setembro!
Dos verdes que fogem
No castanho das cores,
No vermelho das parras
Que duram pouco,
Como os amores de verão.
Ai Setembro!
Das flores tardias
Que espreitam o sol
Nas tardes de Outono.
Ai Setembro!
No silêncio da luz
Das noites estreladas.
Ai Setembro!
Do cheiro terra molhada
Das folhas que caiem.
Ai Setembro!
Da solidão dos velhos
Nos longos caminhos da vida,
Na ferrugem dos orvalhos.
Ai Setembro!
Do Inverno que se anuncia
Nas primeiras chuvadas,
Das espigas douradas,
E das desfolhadas
Onde as raparigas
Procuram, no milho rei,
O beijo que eu não dei.
Ai Setembro!
João Norte
Das tardes calmas e noites frias
Adivinhando a neves.
Ai Setembro!
Das uvas cheirando a mosto
Dos frutos maduros pelo sol de Agosto.
Ai Setembro!
Dos ouriços que abrem
Como vaginas,
Mostrando os frutos do seu ventre
Ai Setembro!
Dos verdes que fogem
No castanho das cores,
No vermelho das parras
Que duram pouco,
Como os amores de verão.
Ai Setembro!
Das flores tardias
Que espreitam o sol
Nas tardes de Outono.
Ai Setembro!
No silêncio da luz
Das noites estreladas.
Ai Setembro!
Do cheiro terra molhada
Das folhas que caiem.
Ai Setembro!
Da solidão dos velhos
Nos longos caminhos da vida,
Na ferrugem dos orvalhos.
Ai Setembro!
Do Inverno que se anuncia
Nas primeiras chuvadas,
Das espigas douradas,
E das desfolhadas
Onde as raparigas
Procuram, no milho rei,
O beijo que eu não dei.
Ai Setembro!
João Norte
viernes, 5 de septiembre de 2008
O tempo.
Chegou o Inverno, ou pelo menos, acabou-se o Verão. Gosto de sentir as primeiras chuvas, especialmente do abrigo da minha casa espreitando à minha janela, gozando a paz da minha família. De qualquer forma estas mudanças rápidas fazem-nos pensar que o eterno cíclo continuará independentemente da vontade do Homem. Mas fazem-nos também pensar em quantos não gozam do conforto do casa, do calor de uma sopa, dum um beijo dum familiar. E ainda mais que não sabemos quão rápido tudo se pode alterar e, por isso, cada momento bom da vida deve ser vivido em paz, aproveitado ao máximo. E Mundo poderia ser tão diferente se cada um se contentasse com um pouco deixando aos outros algum que chegaria para todos. Bem sei que isto é uma utopia, que o homem é ganancioso e egoísta. Que pena!
Poema de joão norte
Imagem de Henrique sousa
Poema de joão norte
Imagem de Henrique sousa
miércoles, 3 de septiembre de 2008
dúvida
Lurdes. Esclarece-me.
Eu pus em favoritos e agora aparecem dois títulos Intro.Vertido- e joaonorte- qualquer deles funciona. Mas se meter novamente joaonorte.com já nã abre. Se eu quiser dizer a um bloguista o meu endereço o que é que escrevo?
Um abraço.
Eu pus em favoritos e agora aparecem dois títulos Intro.Vertido- e joaonorte- qualquer deles funciona. Mas se meter novamente joaonorte.com já nã abre. Se eu quiser dizer a um bloguista o meu endereço o que é que escrevo?
Um abraço.
Tarde de Agosto.
Tarde quente de Agosto.
Sento-me, a contra gosto,
Na esplanada sozinho.
Da rua, sobe o vento de azevinho.
No espaço, há aromas matizados de café.
Estalam, no ar, gargalhadas de crianças.
Um dia serão velhas!
A juventude é uma rosa
Que envelhece e se desfolha
Com um sopro.
Os pássaros descansam entre folhas
Das árvores que estendem a sombra no asfalto,
Na luz roxa projectada em lençol,
Pelo Sol que jorrou lá do alto.
E eu procurei a solidão
Nas fugas daquele sol.
Há ciprestes ao longe
Que crescem das paredes,
Recordações de campos verdes,
Caminhos poeirentos
Que não sei por onde hão-de ir,
Por ali passaram rebanhos que já não vejo.
O meu coração viu-os partir.
A rua está deserta.
E eu também!
João Norte.
Tarde quente de Agosto.
Sento-me, a contra gosto,
Na esplanada sozinho.
Da rua, sobe o vento de azevinho.
No espaço, há aromas matizados de café.
Estalam, no ar, gargalhadas de crianças.
Um dia serão velhas!
A juventude é uma rosa
Que envelhece e se desfolha
Com um sopro.
Os pássaros descansam entre folhas
Das árvores que estendem a sombra no asfalto,
Na luz roxa projectada em lençol,
Pelo Sol que jorrou lá do alto.
E eu procurei a solidão
Nas fugas daquele sol.
Há ciprestes ao longe
Que crescem das paredes,
Recordações de campos verdes,
Caminhos poeirentos
Que não sei por onde hão-de ir,
Por ali passaram rebanhos que já não vejo.
O meu coração viu-os partir.
A rua está deserta.
E eu também!
João Norte.
teste
Vamos lá ver se eu percebo esta coisa.
Uma pergunta para a Lurdinhas ( não!... não é um estrunfício da ministra) é Lurdes do Henrique. Aparece aqui o intro.vertido, isto quer dizer que os visitantes do intro são encaminhados para aqui? Se é então temos sopa no mel.
Uma pergunta para a Lurdinhas ( não!... não é um estrunfício da ministra) é Lurdes do Henrique. Aparece aqui o intro.vertido, isto quer dizer que os visitantes do intro são encaminhados para aqui? Se é então temos sopa no mel.
martes, 2 de septiembre de 2008
lunes, 1 de septiembre de 2008
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