Assinala-se hoje o dia da poupança. Do aforro, do pequeno depósito, das pequenas sobras ao fim do mês.
Quem pode poupar neste país?
Os dois milhões que vivem abaixo do limiar da pobreza? Não!
Os que vivem com ordenados mínimos e fazem ginástica financeira para chegar ao fim do mês com um mínimo de dívidas? Não.
A empobrecida " classe média" que não consegue cumprir com prestação da casa? Não.
Talvez os banquieros que, apesar da crise, ainda apresentam milhões de lucro. Esses não precisam poupar.
viernes, 31 de octubre de 2008
miércoles, 29 de octubre de 2008
As Crises.
Ora, como prometido, vamos lá tentar dizer alguma coisa sobre as crises que o País atravessa.
A crise na Educação.
Por uma questão de poupança de espaço, podemos dividir esta “crise” em duas partes: a crise do Ensino e a crise actual nas Escolas.
A crise do Ensino, que se arrasta desde o 25 de Abril, deve-se essencialmente, à incapacidade dos governos em encontrar um processo de ensino que responda simultaneamente à necessidade de um ensino de massas e de elites. Tem-se defendido o ensino para todos baseando-se na tese de que todos nascem com os mesmos direitos, esquecendo que não nascem todos com as mesmas capacidades. Os governos, este pior do que os anteriores, optam por meter nas mesmas turmas todos os alunos, sem criarem apoios, curricula e avaliação diferenciadas. Mete-se tudo no mesmo “saco” num sistema de ensino desadequado, com professores desamparados e preparados para ensino totalmente diferente, escolas sem qualidade, objectivos e saídas iguais para alunos muito diferentes entre si. Como para os governantes interessa apenas a estatística, avalia-se pelo mínimo, nivela-se pelo mais baixo. Aos professores é exigido um “aproveitamento” estabelecido numericamente de cima e à partida sob pena de a sua própria avaliação, e consequente carreira, poderem estar em causa se os seus alunos tiverem menos de 15% de “sucesso”.
Assim, nem os mais dotados têm ensino que os prepare, nem os menos dotados têm resposta para as suas necessidades específicas.
E, com estes pressupostos à partida, é legítimo esperar todo o tipo de “rodeios” para conseguir estatísticas e “ignorar”a qualidade.
Os resultados aí estão publicados. Os filhos dos pais que podem pagar e têm ao seu alcance colégios onde só entram alguns fazem a diferença.
Os meios de comunicação propagandeiam, o governo faz aproveitamento demagógico e o País continua adormecido.
Para não cansar, fica para outro texto a 2º parte desta crise.
A crise na Educação.
Por uma questão de poupança de espaço, podemos dividir esta “crise” em duas partes: a crise do Ensino e a crise actual nas Escolas.
A crise do Ensino, que se arrasta desde o 25 de Abril, deve-se essencialmente, à incapacidade dos governos em encontrar um processo de ensino que responda simultaneamente à necessidade de um ensino de massas e de elites. Tem-se defendido o ensino para todos baseando-se na tese de que todos nascem com os mesmos direitos, esquecendo que não nascem todos com as mesmas capacidades. Os governos, este pior do que os anteriores, optam por meter nas mesmas turmas todos os alunos, sem criarem apoios, curricula e avaliação diferenciadas. Mete-se tudo no mesmo “saco” num sistema de ensino desadequado, com professores desamparados e preparados para ensino totalmente diferente, escolas sem qualidade, objectivos e saídas iguais para alunos muito diferentes entre si. Como para os governantes interessa apenas a estatística, avalia-se pelo mínimo, nivela-se pelo mais baixo. Aos professores é exigido um “aproveitamento” estabelecido numericamente de cima e à partida sob pena de a sua própria avaliação, e consequente carreira, poderem estar em causa se os seus alunos tiverem menos de 15% de “sucesso”.
Assim, nem os mais dotados têm ensino que os prepare, nem os menos dotados têm resposta para as suas necessidades específicas.
E, com estes pressupostos à partida, é legítimo esperar todo o tipo de “rodeios” para conseguir estatísticas e “ignorar”a qualidade.
Os resultados aí estão publicados. Os filhos dos pais que podem pagar e têm ao seu alcance colégios onde só entram alguns fazem a diferença.
Os meios de comunicação propagandeiam, o governo faz aproveitamento demagógico e o País continua adormecido.
Para não cansar, fica para outro texto a 2º parte desta crise.
martes, 28 de octubre de 2008
Passeio de fim-de-semana
Este fim-de-semana andei por aqui. Por isso não houve textos.
jueves, 23 de octubre de 2008
Lembrança difusa
Hoje lembrei-me de ti.
Não consegui ver o teu rosto,
A cor dos teus olhos,
Ouvir o timbre da tua voz,
Sentir o desejo do teu calor.
Nem sequer deslumbrar
As formas do teu corpo.
Não eras mais que uma leve mancha
No passado, desfeita nas nuvens
De vapor do gelo que foste.
És passado morto.
Não houve amor.
Não deixaste marca.
Não amaste; passaste.
João Norte
Não consegui ver o teu rosto,
A cor dos teus olhos,
Ouvir o timbre da tua voz,
Sentir o desejo do teu calor.
Nem sequer deslumbrar
As formas do teu corpo.
Não eras mais que uma leve mancha
No passado, desfeita nas nuvens
De vapor do gelo que foste.
És passado morto.
Não houve amor.
Não deixaste marca.
Não amaste; passaste.
João Norte
martes, 21 de octubre de 2008
O Vale do Moinho (trecho)
O Cabo abriu a porta e, para mostrar serviço e autoridade, atirou o Chico
com uma pancada de coronha nas costas.
Sentado a uma mesa reles a servir de secretária, outro Cabo. Um rosto de
balão avermelhado, onde o álcool tinha feito estragos; um pescoço grosso de
gorila sustentava um crânio demasiado pequeno para conter alguma inteligência; uns olhos salientes e raiados de sangue inspeccionaram,
obliquamente, o Chico. Os lábios carnudos esgarearam um sorriso, pondo
a descoberto dentes manchados de tabaco e de vinho, como teclas amarelas
de um piano velho e apodrecido.
- É você, o Francisco Rebelo?
- Sou.
- Tem documentos?
Os guardas não deram tempo ao Chico de apresentar os seus documentos.
Antes dele, meteram-lhe as mãos às algibeiras e despejaram tudo quanto
encontraram, sobre a mesa.
Mas o Cabo não se preocupou em ler os documentos.
- Porque me prenderam?! perguntou o Chico.
- Isso vais tu dizer-nos!...retorquiu o Cabo com ar de troça, enquanto abria
um canivete e limpava com ele as unhas.
- O que fazias na Marinha Grande no dia da greve?
- Fui visitar o meu pai. Sou filho do chefe da estação ferroviária.
- Isso sabemos nós!...menino!...Mas foste visto noutros sítios, fora da estação!
- Andei a passear enquanto esperava. Porquê?! É proibido?!
- Veremos!...menino!...veremos!
E dizendo esta irritante frase, aplicou uma forte bofetada na cara do Chico.
O Chico não vacilou. Levantou a cabeça e olhou de frente aquele
"pau mandado" (...)
Mais uma bofetada na cara do Chico.
Durante vinte e quatro horas interrogaram o Chico sem descanso.
(...) O Chico susteve todas as suas necessidades.(...) Sentou-se no chão de
cimento frio, encostado à parede. Pensou nos filhos (...) procurou afastar os
pensamentos. Vegetar, hibernar, para o esforço não ser tão grande.
(...) Não sabia o que lhe fazia mais raiva, o tratamento a que o sugeitavam, se
aqueles imbecis, ignorantes soldados da Guarda Republicana, que se prestavam
àquele nojento servilismo à ditadura.
(...)Ao terceiro dia libertaram o Francisco.
(...) Até à próxima!...menino!
O Vale do Moinho é o meu segundo romance editado em outubro de 2007.
com uma pancada de coronha nas costas.
Sentado a uma mesa reles a servir de secretária, outro Cabo. Um rosto de
balão avermelhado, onde o álcool tinha feito estragos; um pescoço grosso de
gorila sustentava um crânio demasiado pequeno para conter alguma inteligência; uns olhos salientes e raiados de sangue inspeccionaram,
obliquamente, o Chico. Os lábios carnudos esgarearam um sorriso, pondo
a descoberto dentes manchados de tabaco e de vinho, como teclas amarelas
de um piano velho e apodrecido.
- É você, o Francisco Rebelo?
- Sou.
- Tem documentos?
Os guardas não deram tempo ao Chico de apresentar os seus documentos.
Antes dele, meteram-lhe as mãos às algibeiras e despejaram tudo quanto
encontraram, sobre a mesa.
Mas o Cabo não se preocupou em ler os documentos.
- Porque me prenderam?! perguntou o Chico.
- Isso vais tu dizer-nos!...retorquiu o Cabo com ar de troça, enquanto abria
um canivete e limpava com ele as unhas.
- O que fazias na Marinha Grande no dia da greve?
- Fui visitar o meu pai. Sou filho do chefe da estação ferroviária.
- Isso sabemos nós!...menino!...Mas foste visto noutros sítios, fora da estação!
- Andei a passear enquanto esperava. Porquê?! É proibido?!
- Veremos!...menino!...veremos!
E dizendo esta irritante frase, aplicou uma forte bofetada na cara do Chico.
O Chico não vacilou. Levantou a cabeça e olhou de frente aquele
"pau mandado" (...)
Mais uma bofetada na cara do Chico.
Durante vinte e quatro horas interrogaram o Chico sem descanso.
(...) O Chico susteve todas as suas necessidades.(...) Sentou-se no chão de
cimento frio, encostado à parede. Pensou nos filhos (...) procurou afastar os
pensamentos. Vegetar, hibernar, para o esforço não ser tão grande.
(...) Não sabia o que lhe fazia mais raiva, o tratamento a que o sugeitavam, se
aqueles imbecis, ignorantes soldados da Guarda Republicana, que se prestavam
àquele nojento servilismo à ditadura.
(...)Ao terceiro dia libertaram o Francisco.
(...) Até à próxima!...menino!
O Vale do Moinho é o meu segundo romance editado em outubro de 2007.
jueves, 16 de octubre de 2008
Eu e ela
Uma paixão absorvente.
Geralmente a sós. Eu sentado na minha cadeira e ela à minha frente bem no foco dos meus olhos. Tenho dificuldade em desviar os olhos dela. Ocupa-me o olhar e todos os sentidos. Apaixonado, absorto, quase viciado nela, descuido todo o resto. Esqueço as horas de comer e de dormir. Esqueço as tarefas diárias, as reuniões, os encontros com os amigos e até as obrigações familiares. Atento à sua beleza, ao brilho das suas cores que retoco, às suas formas que contorno e afago, ao sentido, a beleza, a sonoridade das palavras que escuto e cuja compreensão procuro interiorizar e melhorar até ao limite do meu saber e da a minha cultura, numa intercomunicação exaustiva.
Uma interdependência mútua. Ela vive de mim e eu vivo para ela, sem nada pedirmos um ao outro. Ela deixa que eu lhe componha a roupagem, a pintura, a linguagem, a enquadre no melhor cenário como se a fosse fotografar a seguir, a exponha à apreciação dos outros sem ciúme, numa dádiva confiante na sua qualidade, na sua consistência e na aceitação e respeito que os outros terão por ela e por mim.
Somos assim.
EU E A MINHA ESCRITA.
Geralmente a sós. Eu sentado na minha cadeira e ela à minha frente bem no foco dos meus olhos. Tenho dificuldade em desviar os olhos dela. Ocupa-me o olhar e todos os sentidos. Apaixonado, absorto, quase viciado nela, descuido todo o resto. Esqueço as horas de comer e de dormir. Esqueço as tarefas diárias, as reuniões, os encontros com os amigos e até as obrigações familiares. Atento à sua beleza, ao brilho das suas cores que retoco, às suas formas que contorno e afago, ao sentido, a beleza, a sonoridade das palavras que escuto e cuja compreensão procuro interiorizar e melhorar até ao limite do meu saber e da a minha cultura, numa intercomunicação exaustiva.
Uma interdependência mútua. Ela vive de mim e eu vivo para ela, sem nada pedirmos um ao outro. Ela deixa que eu lhe componha a roupagem, a pintura, a linguagem, a enquadre no melhor cenário como se a fosse fotografar a seguir, a exponha à apreciação dos outros sem ciúme, numa dádiva confiante na sua qualidade, na sua consistência e na aceitação e respeito que os outros terão por ela e por mim.
Somos assim.
EU E A MINHA ESCRITA.
viernes, 10 de octubre de 2008
Corpo de Medusa.
Fechei os olhos e sonhei.
Sonhei que caminhávamos de mão dada,
no fundo do mar sem fim.
Os nossos corpos flutuavam,
na leveza do espírito infinito.
Teu corpo nu e sem pudor,
era belo, gracioso, sedutor.
Tu puxavas a minha mão,
O meu corpo e me beijavas.
Beijavas a minha boca, o meu peito.
Descendo, descendo com suave jeito,
Beijavas cada ponto do meu ser,
Do meu corpo,
Dos meus sentidos
Excitados pelos teus beijos.
E os nossos corpos tocavam-se.
Senti o teu calor,
O calor do teu corpo ardente
Na minha mente,
O teu corpo era uma Medusa,
Que pulsava
E sugava o meu corpo,
Que se desfazia no calor do teu corpo.
Todo o meu ser diluía,
Naquele mar imenso,
Onde toda a vida teve início e se renova.
A fome de amor se alimenta,
A paixão consome.
O teu corpo húmido,
Era um buraco negro no cosmo,
Consumindo a minha energia,
E eu desaparecia na suavidade
Espacial do teu ser,
No vazio do sonho.
............./.............
João Norte
Sonhei que caminhávamos de mão dada,
no fundo do mar sem fim.
Os nossos corpos flutuavam,
na leveza do espírito infinito.
Teu corpo nu e sem pudor,
era belo, gracioso, sedutor.
Tu puxavas a minha mão,
O meu corpo e me beijavas.
Beijavas a minha boca, o meu peito.
Descendo, descendo com suave jeito,
Beijavas cada ponto do meu ser,
Do meu corpo,
Dos meus sentidos
Excitados pelos teus beijos.
E os nossos corpos tocavam-se.
Senti o teu calor,
O calor do teu corpo ardente
Na minha mente,
O teu corpo era uma Medusa,
Que pulsava
E sugava o meu corpo,
Que se desfazia no calor do teu corpo.
Todo o meu ser diluía,
Naquele mar imenso,
Onde toda a vida teve início e se renova.
A fome de amor se alimenta,
A paixão consome.
O teu corpo húmido,
Era um buraco negro no cosmo,
Consumindo a minha energia,
E eu desaparecia na suavidade
Espacial do teu ser,
No vazio do sonho.
............./.............
João Norte
jueves, 9 de octubre de 2008
Crise no Imobiliário
A crise no Imobiliário.
A crise já se vem fazendo sentir há alguns anos. Porém, só na algibeira do pequeno e médio. Os grandes pouco têm sofrido. No imobiliário, as casas pequenas e médias ate 3 assoalhadas há milhares de casas à venda sem comprador, mas os andares de luxo e as grades vivendas não têm tido falta de compradores; veremos se assim vai continuar. Há quem diga que vão vender ainda mais porque muitos vão levantar os capitais e investi-lo em imóveis. Deixo aqui um exemplo. Moradia no Bom Sucesso Óbidos - um milhão de euros.
A crise já se vem fazendo sentir há alguns anos. Porém, só na algibeira do pequeno e médio. Os grandes pouco têm sofrido. No imobiliário, as casas pequenas e médias ate 3 assoalhadas há milhares de casas à venda sem comprador, mas os andares de luxo e as grades vivendas não têm tido falta de compradores; veremos se assim vai continuar. Há quem diga que vão vender ainda mais porque muitos vão levantar os capitais e investi-lo em imóveis. Deixo aqui um exemplo. Moradia no Bom Sucesso Óbidos - um milhão de euros.
miércoles, 8 de octubre de 2008
O susto do Capitalismo.
Não se fala de outra coisa o que mostra como o mundo gira à volta do dinheiro.
Por mim não estou muito assustado, as minhas acções só são rentáveis em respeito e amizade. Embora, como todos, pense que vamos pagar com um maior encolher da mesa.
Entre este chorrilho de entrevistas valeu a pena ouvir o ex - ministro da direita Bagão Félix e Joe Barardo defenderem o fim dos offshores. Quem diria?!
Por mim não estou muito assustado, as minhas acções só são rentáveis em respeito e amizade. Embora, como todos, pense que vamos pagar com um maior encolher da mesa.
Entre este chorrilho de entrevistas valeu a pena ouvir o ex - ministro da direita Bagão Félix e Joe Barardo defenderem o fim dos offshores. Quem diria?!
domingo, 5 de octubre de 2008
Dia Internacional do Professor
Arre Burro!
Se ls burros todos falássen
Cumo alguns que por ende ándan,
Talbeç inda ambergonhássen
Ciertos burros q’an nós mándan.
Poesia mirandesa.
Se ls burros todos falássen
Cumo alguns que por ende ándan,
Talbeç inda ambergonhássen
Ciertos burros q’an nós mándan.
Poesia mirandesa.
VIVA A REPÚBLICA
VIVA A REPÚBLICA.
Sabemos que não há regímenes perfeitos. Os defeitos estão nos homens.
Mas, só pelo facto de admitir pessoas diferentes à nascença, a minha cabeça não concebe a monarquia. OS HOMENS NASCEM IGUAIS.
VIVA A REPÚBLICA!
Sabemos que não há regímenes perfeitos. Os defeitos estão nos homens.
Mas, só pelo facto de admitir pessoas diferentes à nascença, a minha cabeça não concebe a monarquia. OS HOMENS NASCEM IGUAIS.
VIVA A REPÚBLICA!
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