lunes, 30 de noviembre de 2009

Um Milhão.

Temos um milhão de pessoas inscritas nas “ Novas Oportunidades”.
É um facto extraordinário. O País dá uma nova oportunidade de estudos a quem, passado o seu tempo próprio e por variadíssimas razões suas ou alheias, não pode ou não quis avançar ou completar o Ensino Básico.
Visto assim, sem mais, é um gesto social grandioso, e poderia trazer à sociedade que o suporta algum ganho de conhecimento.
Todavia, o que está a ser feito, e o modo como está, só traz mais despesa e maior mediocridade. Alicia-se um jovem ou uma pessoa de 50 anos a voltar à escola, dá-se-lhe um subsídio não se sabe porquê e, a troco da organização duma pasta com algumas (verdades ou mentiras) entrega-se-lhe o diploma do 9ºAno. Grande parte destes jovens ( afirmo-o com conhecimento) não querem estudar nada, apreender coisa nenhuma mas ficam diplomados. Isto é um logro para a país que paga isto e para eles próprios.
Mas, em meu entender, o pior disto é que estes jovem ficam a pensar
Que os professores, aqueles que lhe atribuíram o diploma também tiraram os seus cursos, as suas licenciaturas da mesma forma.

miércoles, 25 de noviembre de 2009

O meu 25 de Novembro

Parece ser uma data que muitos quer esquecer ou ignorar. Entre o 25 de Abril de 74 e 25 de Novembro de 75, muitos foram os que não sabiam para que lado cair, se para a democracia se para a revolução. Depois, muitos dos revolucionários mais fervorosos passaram a democratas apanhando os lugares e as oportunidades que se lhe abriram, no mais descarado desaforo.
Em 25 de Novembro vivi a maior responsabilidade de toda a minha carreira, muitos a ignoram, os que estavam próximo esqueceram.
Após o 25 de Abril a sociedade entrou em ebulição e, nas escolas, instalou-se quase o caos. Eu estava a leccionar na então Escola preparatória. Era, aliás, o meu primeiro ano naquela escola. Com a revolução em marcha ninguém se entendia. O anterior director fora demitido mas ninguém o substituíra. As reuniões duravam o dia inteiro, não havia ninguém que assumisse o comando da Escola. Os professores gladiavam-se. Eu tive a ousadia de perguntar se sairíamos daquela situação ou encerraríamos a Escola. Como não estava conotado nem com direita nem com esquerda, numa espécie de votação apressada encarregaram-me de dirigir a Escola. Escolheram também dois colegas para trabalharem comigo. Claro que em poucos dias fiquei sozinho porque cada colega entendia as coisa à sua maneira, ou revolucionariamente ou pacificamente. Tomei portanto a direcção da escola sozinho, mantinha o meu horário completo, havia falta de funcionários e os que havia recusavam trabalhar porque eram mal pagos e “agora” queriam ser equiparados aos professores, também havia falta de alguns professores. Eu tinha ainda a minha licenciatura para acabar. Fazer horários era uma tarefa quase impossível porque toda a gente queria coisas a seu jeito, o Ministério da Educação como todos desapareceu, quase todos os dias eu tinha que me deslocar a Lisboa, no meu carro e sem qualquer ajuda financeira, onde uma espécie de comissão ia resolvendo, atabalhoadamente, alguns problemas. O antigo director, colega competentíssimo manteve-se a leccionar mas silencioso e estava fora de questão pedir-lhe ajuda o que equivaleria a ser eu o saneado. Na sala a que chamavam o meu “gabinete” entravam todos os dias colegas dos mais “ revolucionários” exigir que “ saneasse” o antigo director. Alguns “professores” de trabalhos manuais fabricavam com os alunos matracas e armas para a “defesa” da revolução. O chefe da Secretaria, saneado de outra escola encolhia-se com medo de qualquer decisão. Por tudo e por nada havia uma reunião onde os professores, cerca de 80, nunca se entendiam.
Foi neste “ pacifico” clima de trabalho que cheguei ao dia 25 de Novembro. Cerca das 10 horas telefonaram para ir com urgência, tinha dois oficiais do exército em minha casa. Por esses oficiais foi me dito o que se estava a passar, o Presidente da República tinha declarado o estado de sítio, e o exército queria cercar a Escola e prender os professores a não ser que eu garantisse que a escola continuaria a trabalhar sem problemas.
Dei a minha palavra de honra que na Escola se manteria tudo normal. Quando cheguei à Escola apenas acompanhado de um cabo e um praça, uma auto-proclamada delegada sindical ligada ao PCP tinha chamado os professores para uma reunião. Muito ingénuos estavam todos reunidos. Tinha apenas uma hipótese: mandar os colegas todos para as aulas antes que os alunos fossem embora ou ser o primeiro a ir para a cadeia militar. Não foi fácil obrigar a “sindicalista” a recolher as garras e convencer os colegas a regressarem às salas.
Logo que, em 76 houve eleições para os Conselhos Directivos entreguei a direcção. Nunca tive apetite pelo poder. Não tive qualquer compensação, no entanto, sozinho, dirigi uma escola durante dois anos. Não consto sequer como se alguma vez tivesse dirigido aquela Escola. Hoje é fácil. Os democratas de hoje uns não sabem disto, outros fizeram por esquecer.

martes, 24 de noviembre de 2009

Já não há paciência

Há quantos anos ouvimos o Dr. Vitor Constâncio a dizer que os funcionários públicos têm que ganhar menos que os outros trabalhadores? Fiscalizar a banca como era seu dever, isso não é preocupação para este "funcionário público" Será que este nunca mais se enxerga?

viernes, 20 de noviembre de 2009

Pior do que eu previa.

No dia 3/10 eu coloquei aqui um texto com as minha previsões sobre o que se passaria na Assembleia da Republica acerca da avaliação dos professores. Hoje verificou-se que estava próximo da razão, foi pior ainda. Como são ingénuos os professores que acreditaram que o PSD votasse contra o PS. Deram o promeiro passo para que tudo fique quase na mesma. Esperemos.
Reponho o que escrevi nesse dia.
"Para quem tinha dúvidas já tem a resposta. O Ps não pretende alterar nada na avaliação e ECD dos professores. O PSD também não está interessado, só se colou à luta dos professores quando estava em campanha eleitoral.
Estas são as minhas previsões do que se irá passar.
Os partidos da oposição PCP, BE e CDS vão apresentar as suas propostas na Assembleia da Republica. O PS vota contra, o PSD abstem-se. As leis não passam. Os proeffores não têm coragem para parar as escolas.( o que eu lamento) O Ensino vai piorando"

miércoles, 4 de noviembre de 2009

Proposta de casamento gay.

Com coisas destas, os nossos deputados justificam o dinheiro que custam ao povo. Qual será a merda que vem a seguir? Os problemas concretos, a pobreza, a corrupção, isso fica para a próxima legislatura!

martes, 3 de noviembre de 2009

Preparem-se para a luta Srºs Professores.

Para quem tinha dúvidas já tem a resposta. O Ps não pretende alterar nada na avaliação e ECD dos professores. O PSD também não está interessado, só se colou à luta dos professores quando estava em campanha eleitoral.
Estas são as minhas previsões do que se irá passar.
Os partidos da oposição PCP, BE e CDS vão apresentar as suas propostas na Assembleia da Republica. O PS vota contra, o PSD abstem-se. As leis não passam. Os proeffores não têm coragem para parar as escolas.( o que eu lamento) O Ensino vai piorando: