miércoles, 30 de diciembre de 2009

Balanço

É hábito fazer um balanço do ano que finda. Se fizesse o balanço do ano de 2009, teria de falar da luta dos professores aqui referida muitas vezes. Neste momento, e para não me alongar, direi que os professores, geralmente pessoas de boa fé, foram enganados pelo PSD,pelo governo e pala ministra Isabel Alçada que tão bem está a executar as ordens do primeiro-ministro. Os professores bateram-se contra a ministra Lurdes Rodrigues, agora deparam-se com propostas de progressão ainda piores do que as anteriores. Em nenhuma das propostas dos governos de José Sócrates havia ou há qualquer preocupação pedagógica, apenas travar a carreira dos professores e, com isso, gastar menos dinheiro. Porque é que não assumem isso? Seria menos hipócrita.

miércoles, 16 de diciembre de 2009

Saudades

Náufrago sem leme,
Nem rumo.
Como nuvem de fumo,
Naveguei em mar,
Dentro de ti.
No labirinto dos desejos,
No ópio dos teus beijos,
Me droguei e me perdi.
Ao brilho difuso da lua,
A minha vida se perdeu,
Como satélite,
Na magnitude da tua.
Nas malhas dessa rede
Chamado Amor,
Eu fiquei preso,
E de alma nua.
Hoje, restam-me as saudades,
Que arrasto pela rua.

João Norte

Dezembro 2009

viernes, 4 de diciembre de 2009

Um poema

Escrevo no pensamento
letra a letra,
Alinho como peças de montagem,
os sentimentos que nos unem,
árvores na montanha do sentir.
Há pássaros que pipilam na floresta
das palavras que me fogem,
no vento que sibila nas arestas,
onde pousam tuas asas, no manto
da alma sofrida, no silêncio
deste canto.
O teu corpo se esbate,
no quadro que pintamos no poente,
E refrescamos o calor deste desejo
Na aventura corredia da nascente.

João Norte

martes, 1 de diciembre de 2009

O dever da Crítica

O direito e o dever da Crítica
O universo do Blogue é hoje um espaço onde qualquer pessoa, que tenha um computador, pode exercer o direito de aí expressar livremente as suas ideias. Independentemente de alguns exageros, é saudável!... O limite fica na consciência de cada um. Há apenas um pormenor a que entendo chamar atenção. Hoje qualquer criança tem acesso à internete.
Todos sabemos que não há escrita neutra ou inocente, toda ela, mesmo que o seu autor não o tenha essa consciência, é carregada de intenções.
Para além das belas poesias e das prosas bem conseguidas, que sempre agradável ler, há um aspecto que me parece ser o mais importante, dentro do leque de possibilidades permitidas neste espaço: - A Crítica –seja ela política, religiosa, literária, artística, ou qualquer uma.
A crítica é um direito e um dever de todo o cidadão. Hoje, a maioria dos portugueses parecem ter esquecido o dever de criticar, tornámo-nos alheios, amorfos, vergados a uma aparente realidade imutável e imoral.
Renunciar ao direito e ao dever da crítica, é renunciar à qualidade de cidadão livre.