viernes, 28 de noviembre de 2008

Crise no Ensino. (Final por agora)

Qualquer reflexão que se pudesse fazer sobre o Ensino há  um mês seria diferente da que podemos fazer hoje ( 28-11-08). Forçosamente, teremos de acompanhar o que se tem passado à volta da “ avaliação” dos professores.
Escrevo às 10 horas da manhã, antes de saber o que irá sair  da reunião do ministério com os sindicatos. Penso que pouco mudará. Tem sido muito bonito ver a união e capacidade de reivindicação dos professores.  Mas esta teimosia do ministério ultrapassa a ministra. O primeiro-ministro não vai ceder. É o último reduto da sua afirmação pessoal, para além de que parece haver algo de “traumático” contra os professores.
Também os sindicatos que tinham perdido a simpatia dos professores se apressam atabalhoadamente a recuperar as suas forças. Nenhuma das propostas (ministério e sindicatos) se direcciona para a melhoria do ensino. Este (ensino) só melhorará passando os alunos por uma forma mais válida e exigente de avaliação, e por aí, avaliação dos professores. - Sei que esta ideia pode ser confundida com alguma demagogia da direita política – não é. Enquanto quaisquer forma de avaliação dos professores passar simplesmente por ter como objectivo diminuir os custos do ensino, dividindo professores e colocando-os uns contra os outros, só vai criar clima de guerra dentro das escolas e diminuir a qualidade do ensino. Ensinar, transmitir conhecimentos, formar, numa palavra, dar aulas não é um acto maquinal, requisita entusiasmo e boa vontade.   
É uma pena que este governo que teve maioria e, à partida, condições para fazer reformas calmas e ponderadas, não tenha sabido escutar, ponderar e dar autonomia.
Termino não esperando coisa muito boa dado o ponto a que se chegou.

miércoles, 19 de noviembre de 2008

Intolerável!

Os comentários do sr. governador do Banco de Portugal de que "há muito desemprego porque o subsídio é generoso" são intoleráveis.

lunes, 17 de noviembre de 2008

Crise do Ensino -parte III

Tem sido uma semana agitada. Não escrevi mais nada aqui (também por razões técnicas) para ver em que dava toda esta agitação à volta das manifestações dos professores. Tem-se falado muito, demais até, assiste-se às mais descaradas colagens da esquerda à direita que não ajudam em nada os professores. Por último até os alunos (que têm as suas razões) vêm dizer que pretendem ajudar os professores.
A comunicação social faz pena pela incompetência e raiva pela falta de informação sobre o assunto. Só um noticiário mostrou alguma coisa do diferente que se faz nos outros países da Europa. O resto é apenas (embora louvável) barulho. Os chamados fazedores de opinião (tipo Marcelo) continuam a opinar com total desconhecimento ou então alinham pela tese de direita e socrática que, como os militares,” nem todos os professores podem chegar ao topo” Esta demagogia consciente para uns, inconsciente para outros serve para lançar a poeira nos olhos do povo. Ninguém, inclusive os sindicatos, se deu ao trabalho de desmontar esta falácia.
Que topo? NO exército há duas carreiras distintas: - sargentos e praças cujo curricula não vai ale do 9º ano. – oficiais com licenciatura ou mais. Na carreira de oficial há ainda duas categorias, até coronel, apenas com licenciatura, e de coronel a general com altos-estudos-militares.
Quando o nosso primeiro-ministro diz que nem todos podem ser generais nem sei se é por desconhecimento ( visto que ele próprio é apenas engenheiro técnico) por demagogia; inclino-me mais para esta.
Outra coisa que ainda não vi foi a comparação de ordenados. Os militares queixam-se, e lá terão as suas razões.
Mas ninguém chamou a atenção do Sr. primeiro-ministro para este facto.
O ordenado do professor  em fim de carreira equivale ao de Major.
No início até ao meio da carreira é menos do que o sargento. Ora os professores são licenciados, com estágio profissional e alguns mestrados e doutorados.
Onde se justifica a afirmação que “nem todos podem ser generais?”  
Vai faltando a paciência!



Quem semeia ventos colhe tempestades.
Já escrevi muito sobre a intolerável  falta de educação dos alunos. A Srª Ministra não viu isso.
Há dois anos quando corria no na internet vídeos em que uma aluna agredia a professora, Sua Excelência não sobe usar a sua autoridade para dizer “basta!”, possivelmente achou que deixando humilhar os professores seria mais fácil levar a sua reforma em frente, não percebeu que fazia parte do mesmo barco e que a falta de autoridade dos professores arrastaria a sua própria autoridade. Agora foi brindada com ovos e tomates. Se estivesse tão desprotegida como os professores, sem a segurança tê-los-ia levado na cara.

martes, 11 de noviembre de 2008

Vale a pena ler

Nada deve ser mais importante nem mais desejável (…) do que preservar a boa disposição dos professores (…). É nisso que reside o maior segredo do bom funcionamento das escolas (…).”
 
“Com amargura de espírito, os professores não poderão prestar um bom serviço, nem responder convenientemente às obrigações.”
 
Recomenda-se a todos os professores um dia de repouso semanal: “A solicitude por parte dos superiores anima muito os súbditos e reconforta-os no trabalho.”
 
“Quando um professor desempenha o seu ministério com zelo e diligência, não seja esse o pretexto para o sobrecarregar ainda mais e o manter por mais tempo naquele encargo. De outro modo os professores começarão a desempenhar os seus deveres com mais indiferença e negligência, para que não lhes suceda o mesmo.”
 
Incentivar e valorizar a sua produção literária: porque “a honra eleva as artes.”
 
“Em meses alternados, pelo menos, o reitor deverá chamar os professores (…) e perguntar-lhes-á, com benevolência, se lhes falta alguma coisa, se algo os impede de avançar nos estudos e outras coisas do género. Isto se aplique não só com todos os professores em geral, nas reuniões habituais, mas também com cada um em particular, a fim de que o reitor possa dar-lhes mais livremente sinais da sua benevolência, e eles próprios possam confessar as suas necessidades, com maior liberdade e confiança. Todas estas coisas concorrem grandemente para o amor e a união dos mestres com o seu superior. Além disso, o superior tem assim possibilidade de fazer com maior proveito algum reparo aos professores, se disso houver necessidade.”
 
 
"I. 22. Para as letras, preparem-se professores de excelência
Para conservar (…) um bom nível de conhecimento de letras e de humanidades, e para assegurar como que uma escola de mestres, o provincial deverá garantir a existência de pelo menos dois ou três indivíduos que se distingam notoriamente em matéria de letras e de eloquência. Para que assim seja, alguns dos que revelarem maior aptidão ou inclinação para estes estudos serão designados pelo provincial para se dedicarem imediatamente àquelas matérias – desde que já possuam, nas restantes disciplinas, uma formação que se considere adequada. Com o seu trabalho e dedicação, poder-se-á manter e perpetuar como que uma espécie de viveiro para uma estirpe de bons professores.
 
II. 20. Manter o entusiasmo dos professores
O reitor terá o cuidado de estimular o entusiasmo dos professores com diligência e com religiosa afeição. Evite que eles sejam demasiado sobrecarregados pelos trabalhos domésticos."
 
 

Ratio Studiorum da Companhia de Jesus (1599

Enviado pela colega Aurélia Mota de Braga

domingo, 9 de noviembre de 2008

garfanos

Eram só meia dúzia!



Precisa-se oftalmologista na 5 de Outubro.





 A Srª

                            Eram só meia dúzia

 

Eu estive aqui