martes, 3 de febrero de 2009

A crise e as suas consequências

A crise económica que se está sofrer pode ainda ter consequências muito mais graves do que seriam de esperar.

O homem comporta-se conforme as circunstâncias; a fome torna o lobo mais feroz e o homem menos civilizado. E não há convenções ou acordos que sejam respeitados quando se tem fome. Muitos comportamentos estão a vir ao de cima mais cedo do que se pensaria. Na perspectiva da perda de emprego reaparecem os comportamentos xenófobos contra os imigrantes. Estou a referir-me às greves inglesas contra a contratação de trabalhadores portugueses e italianos. Se há país onde existiam imigrantes de todo o mundo é em Inglaterra. Enquanto houve trabalho para todos a convivência foi pacífica, agora corre se o perigo de descambar. Pior ainda se os partidos de direita se aproveitarem deste medo dos trabalhadores para cativarem descontentamentos a seu favor. É assim geralmente; lembremos Le Pen em França, Paulo Portas em Portugal.

Há, no entanto, um pormenor que me surpreende: a maior parte dos trabalhadores estrangeiros em Inglaterra têm origem em países como o Paquistão, a Índia, África e Malásia, porquê ser contra portugueses e italianos este primeiro levantamento?

Será porque sendo cidadãos da Europa e, como tal, com mais direitos, assustam mais? Será o antigo orgulho dos britânicos contra os continentais? Será porque continuam a considerar os povos do sul da Europa como inferiores? Ou será que anda já ali mão política de quem é contra a EU?

Vamos ver como a EU consegue lidar com este novo mas perigoso caso de xenofobia.

2 comentarios:

  1. Pois é, também não entendi o porquê destas manifestações assim de repente ...
    Dantes, estavam satisfeitos pelos outros fazerem o trabalho que não queriam e a custo mais baixo...mas agora ???
    Gostei de voltar a receber a tua visita, João ! Volta quando puderes, estarás sempre bem-vindo !
    Gosto muito da imagem de fundo.

    Beijinhos verdinhos

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  2. oi!

    Na história da humanidade está presente que o indivíduo responde perante um grupo. A nossa fidelização vai desde a nacionalidade até à família, reduto último de defesa :-)
    O que aconteceu é perfeitamente explicável, à luz da história e antropologia da humanidade.
    Tenho uma coisa a dizer sobre a imigração. E aviso já, por causa das tosses :-), que não sou xenófoba nenhuma!
    É preciso ter atenção e não se "importar" palermas a torto e a direito, gente preguiçosa, sem qualificações nenhumas, que só fazem asneiras, etc etc... Isso já cá nós temos muito! E fazer, talvez, uma relação entre o que precisamos e o que não precisamos.
    Talvez, não! Importantíssimo para o futuro das sociedade(s) europeia(s).

    P.S. já agora, porque é que os portugueses e os italianos são os primeiros a ser "corridos"?

    Stella

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