Depois de ouvir Oliveira e Costa, só me ocorre um pensamento:
- Ao que chegámos!
miércoles, 27 de mayo de 2009
domingo, 24 de mayo de 2009
Um poema para variar
Vida inventada
Sinto a vida a esvair-se,
Por entre as brumas dos Invernos.
Já se agitam as sombras da eternidade,
Ganham forma as coisa deste mundo.
Ao sopro dos ventos, em cada gesto
Da consciência do homem,
Que vem do sono profundo
das palavras, que nascem do amor
do primeiro acto e se foi gerando.
Sopram os ventos em cada gesto criador.
No esforço da composição do verso,
Faz-se a luz nos templos do Universo.
Na Natureza que nos alimenta os sentidos.
A cada passo escuto o amor,
Que se manifesta na grandeza do processo,
Que faz pensar nos caminhos
Que só Deus conhece.
E vivo neste erro em que o poeta
Inventa os seus dias,
Enquanto viver,
Cantando as tristezas e alegrias.
João Norte
Sinto a vida a esvair-se,
Por entre as brumas dos Invernos.
Já se agitam as sombras da eternidade,
Ganham forma as coisa deste mundo.
Ao sopro dos ventos, em cada gesto
Da consciência do homem,
Que vem do sono profundo
das palavras, que nascem do amor
do primeiro acto e se foi gerando.
Sopram os ventos em cada gesto criador.
No esforço da composição do verso,
Faz-se a luz nos templos do Universo.
Na Natureza que nos alimenta os sentidos.
A cada passo escuto o amor,
Que se manifesta na grandeza do processo,
Que faz pensar nos caminhos
Que só Deus conhece.
E vivo neste erro em que o poeta
Inventa os seus dias,
Enquanto viver,
Cantando as tristezas e alegrias.
João Norte
jueves, 21 de mayo de 2009
Estou farto
Não me apetece muito escrever. Vou dando algumas achegas num novo romance que nem anda nem desanda.
A política está de tal maneira que me deixa entre dois pólos: ou dizer muito ou não dizer nada. Já não há pachorra.
As eleições aproximam-se. Votar ou não votar? Votar em quem?
As elites portuguesas atolaram-se na ganância e na corrupção. Os gestores e banqueiros em que o povo confiava transformaram-se em quadrilha organizada, a justiça não existe.
Cada vez que ouço os políticos alternativos fazem mais nojo ainda do que os que lá estão.
Vejamos.
O candidato do PSD repete à exaustão a apresentação do “Magalhães” no tempo de antena do PS, ainda não lhe ouvi uma ideia para a Europa a que é candidato.
A D. Manuela não sai da critica da crise e ao TGV.
E eu lembro, esta Srª era ministra das finanças no tempo em que o governo de Barroso assinou na Figueira da Foz o acordo com os espanhóis a construção de 5 linhas de TGV: Porto/Lisboa, Lisboa/Madrid, Porto/ Vigo e Aveiro/Salamanca. O país tinha um défice de 6,8%. A D. Manuela correu vender ao “Sitygroupe” onze milhões de impostos por milhão e meio. A D. Manuela foi buscar, a peso de ouro, o Dr. Carlos Macedo para os impostos , a D. Manuela esqueceu-se de incluir na sua declaração uma herança etc, etc. A D. Manuela não vê o sr. Dias Loureiro e outros do seu partido que estão até ao pescoço metidos em falcatruas.
Então é esta gente capaz de governar?
A política está de tal maneira que me deixa entre dois pólos: ou dizer muito ou não dizer nada. Já não há pachorra.
As eleições aproximam-se. Votar ou não votar? Votar em quem?
As elites portuguesas atolaram-se na ganância e na corrupção. Os gestores e banqueiros em que o povo confiava transformaram-se em quadrilha organizada, a justiça não existe.
Cada vez que ouço os políticos alternativos fazem mais nojo ainda do que os que lá estão.
Vejamos.
O candidato do PSD repete à exaustão a apresentação do “Magalhães” no tempo de antena do PS, ainda não lhe ouvi uma ideia para a Europa a que é candidato.
A D. Manuela não sai da critica da crise e ao TGV.
E eu lembro, esta Srª era ministra das finanças no tempo em que o governo de Barroso assinou na Figueira da Foz o acordo com os espanhóis a construção de 5 linhas de TGV: Porto/Lisboa, Lisboa/Madrid, Porto/ Vigo e Aveiro/Salamanca. O país tinha um défice de 6,8%. A D. Manuela correu vender ao “Sitygroupe” onze milhões de impostos por milhão e meio. A D. Manuela foi buscar, a peso de ouro, o Dr. Carlos Macedo para os impostos , a D. Manuela esqueceu-se de incluir na sua declaração uma herança etc, etc. A D. Manuela não vê o sr. Dias Loureiro e outros do seu partido que estão até ao pescoço metidos em falcatruas.
Então é esta gente capaz de governar?
jueves, 7 de mayo de 2009
Reposição. Em 6 de Maio de 2005 escrevia
maio 06, 2005
Eu sinto-me mal.
São muitos os loucos.
Não faltam, infelizmente, assuntos em que pensar neste pobre país em que vivemos.
País pobre, de 900 anos de história, com estatísticas que nos colocam a par daquilo que se convencionou chamar terceiro mundo, mas onde alguns sem escrúpulos sugam até ao tutano o que ainda há para sugar.
Parecem serem insaciáveis de poder e, com ele, acesso a grandes negociatas, num frenesim de enriquecimento desavergonhado. O barrete é para quem serve, e basta estar atento aos candidatos às autarcas para encontrar os apontados.
Somos um país de extremos, um povo de loucos.
Se a uns sobra astúcia, a outros falta o mínimo de discernimento para uma vida digna, mesmo que pobre. Diz o povo que o mais pobre é pobre de juízo.
Há à nossa volta tanta miséria que nos faz dó e revolta ao mesmo tempo. Muitas das pessoas que cruzam connosco, aparentemente normais, são loucos.
São loucos aqueles a quem o poder e o dinheiro nunca são suficientes para saciar a sua ambição. São loucos os pobres que torturam e matam os filhos, coisa que não fazem os próprios animais selvagens.
E eu pergunto.
- Onde estão os organismos responsáveis?
- Onde tem estado os governos que deviam ser uma entidade que punisse uns, educasse e apoiasse os outros?
- Onde está a responsabilidade de cada um de nós?
- Como nos sentimos cada um no seu lagar mais ou menos responsável?
- Eu sinto-me mal. E você?
Publicado por João Norte em 06:59
Hoje parece que tudo se repete.
Eu sinto-me mal.
São muitos os loucos.
Não faltam, infelizmente, assuntos em que pensar neste pobre país em que vivemos.
País pobre, de 900 anos de história, com estatísticas que nos colocam a par daquilo que se convencionou chamar terceiro mundo, mas onde alguns sem escrúpulos sugam até ao tutano o que ainda há para sugar.
Parecem serem insaciáveis de poder e, com ele, acesso a grandes negociatas, num frenesim de enriquecimento desavergonhado. O barrete é para quem serve, e basta estar atento aos candidatos às autarcas para encontrar os apontados.
Somos um país de extremos, um povo de loucos.
Se a uns sobra astúcia, a outros falta o mínimo de discernimento para uma vida digna, mesmo que pobre. Diz o povo que o mais pobre é pobre de juízo.
Há à nossa volta tanta miséria que nos faz dó e revolta ao mesmo tempo. Muitas das pessoas que cruzam connosco, aparentemente normais, são loucos.
São loucos aqueles a quem o poder e o dinheiro nunca são suficientes para saciar a sua ambição. São loucos os pobres que torturam e matam os filhos, coisa que não fazem os próprios animais selvagens.
E eu pergunto.
- Onde estão os organismos responsáveis?
- Onde tem estado os governos que deviam ser uma entidade que punisse uns, educasse e apoiasse os outros?
- Onde está a responsabilidade de cada um de nós?
- Como nos sentimos cada um no seu lagar mais ou menos responsável?
- Eu sinto-me mal. E você?
Publicado por João Norte em 06:59
Hoje parece que tudo se repete.
viernes, 1 de mayo de 2009
Foge Cão que te fazem Barão
Esta célebre frase de Almeida Garrett parece nunca ter tanta razão de ser como hoje no nosso panorama político.
Aproximam-se as eleições; o que pode o eleitor escolher perante o leque de partidos que temos? Qualquer pessoa atenta especialmente nestes últimos dez anos de democracia, percebeu que o nosso sistema partidário, sujeito à disciplina do partido tira ao deputado toda a importância do sistema democrático tal como está. A nossa elite política parece limitada ao mesmo grupo de elementos, mais gestores do que políticos, cuja ganância e despudor se enredou nas fraudulentas manobras financeiras. O próprio Presidente da República parece refém do seu antigo grupo de homens-de-confiança incapaz de destituir do Conselho-de-Estado um Dias Loureiro atolado no lamaçal do BPN e, perante a crise económica, não tem mais para oferecer ao país senão o apelo ao acordo central. A PSD, enredado nas suas contradições, sem alternativa de governo ao PS, corre a abraçar a ideia.
Na Assembleia da República os partidos embrulham-se em palavreado se serem capazes aprovar uma lei clara, nem sequer saberem explicar ao povo que “fuga ao fico e enriquecimento ilícito” são coisas diferentes. Há quase um ano sem serem capazes de eleger um procurador da justiça, agora apresentam 4 e cada um irá votar no seu.
Mas perante esta aparente incapacidade são capazes, rápidos e secretos a aprovar o aumento das suas receitas por oferta directa e em dinheiro abrindo mais o caminho aos sacos de notas e à corrupção. Nem um só veio dizer, ainda que fosse por cinismo, isso não!
Para onde se me fazem visconde
Aproximam-se as eleições; o que pode o eleitor escolher perante o leque de partidos que temos? Qualquer pessoa atenta especialmente nestes últimos dez anos de democracia, percebeu que o nosso sistema partidário, sujeito à disciplina do partido tira ao deputado toda a importância do sistema democrático tal como está. A nossa elite política parece limitada ao mesmo grupo de elementos, mais gestores do que políticos, cuja ganância e despudor se enredou nas fraudulentas manobras financeiras. O próprio Presidente da República parece refém do seu antigo grupo de homens-de-confiança incapaz de destituir do Conselho-de-Estado um Dias Loureiro atolado no lamaçal do BPN e, perante a crise económica, não tem mais para oferecer ao país senão o apelo ao acordo central. A PSD, enredado nas suas contradições, sem alternativa de governo ao PS, corre a abraçar a ideia.
Na Assembleia da República os partidos embrulham-se em palavreado se serem capazes aprovar uma lei clara, nem sequer saberem explicar ao povo que “fuga ao fico e enriquecimento ilícito” são coisas diferentes. Há quase um ano sem serem capazes de eleger um procurador da justiça, agora apresentam 4 e cada um irá votar no seu.
Mas perante esta aparente incapacidade são capazes, rápidos e secretos a aprovar o aumento das suas receitas por oferta directa e em dinheiro abrindo mais o caminho aos sacos de notas e à corrupção. Nem um só veio dizer, ainda que fosse por cinismo, isso não!
Para onde se me fazem visconde
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