miércoles, 30 de diciembre de 2009

Balanço

É hábito fazer um balanço do ano que finda. Se fizesse o balanço do ano de 2009, teria de falar da luta dos professores aqui referida muitas vezes. Neste momento, e para não me alongar, direi que os professores, geralmente pessoas de boa fé, foram enganados pelo PSD,pelo governo e pala ministra Isabel Alçada que tão bem está a executar as ordens do primeiro-ministro. Os professores bateram-se contra a ministra Lurdes Rodrigues, agora deparam-se com propostas de progressão ainda piores do que as anteriores. Em nenhuma das propostas dos governos de José Sócrates havia ou há qualquer preocupação pedagógica, apenas travar a carreira dos professores e, com isso, gastar menos dinheiro. Porque é que não assumem isso? Seria menos hipócrita.

miércoles, 16 de diciembre de 2009

Saudades

Náufrago sem leme,
Nem rumo.
Como nuvem de fumo,
Naveguei em mar,
Dentro de ti.
No labirinto dos desejos,
No ópio dos teus beijos,
Me droguei e me perdi.
Ao brilho difuso da lua,
A minha vida se perdeu,
Como satélite,
Na magnitude da tua.
Nas malhas dessa rede
Chamado Amor,
Eu fiquei preso,
E de alma nua.
Hoje, restam-me as saudades,
Que arrasto pela rua.

João Norte

Dezembro 2009

viernes, 4 de diciembre de 2009

Um poema

Escrevo no pensamento
letra a letra,
Alinho como peças de montagem,
os sentimentos que nos unem,
árvores na montanha do sentir.
Há pássaros que pipilam na floresta
das palavras que me fogem,
no vento que sibila nas arestas,
onde pousam tuas asas, no manto
da alma sofrida, no silêncio
deste canto.
O teu corpo se esbate,
no quadro que pintamos no poente,
E refrescamos o calor deste desejo
Na aventura corredia da nascente.

João Norte

martes, 1 de diciembre de 2009

O dever da Crítica

O direito e o dever da Crítica
O universo do Blogue é hoje um espaço onde qualquer pessoa, que tenha um computador, pode exercer o direito de aí expressar livremente as suas ideias. Independentemente de alguns exageros, é saudável!... O limite fica na consciência de cada um. Há apenas um pormenor a que entendo chamar atenção. Hoje qualquer criança tem acesso à internete.
Todos sabemos que não há escrita neutra ou inocente, toda ela, mesmo que o seu autor não o tenha essa consciência, é carregada de intenções.
Para além das belas poesias e das prosas bem conseguidas, que sempre agradável ler, há um aspecto que me parece ser o mais importante, dentro do leque de possibilidades permitidas neste espaço: - A Crítica –seja ela política, religiosa, literária, artística, ou qualquer uma.
A crítica é um direito e um dever de todo o cidadão. Hoje, a maioria dos portugueses parecem ter esquecido o dever de criticar, tornámo-nos alheios, amorfos, vergados a uma aparente realidade imutável e imoral.
Renunciar ao direito e ao dever da crítica, é renunciar à qualidade de cidadão livre.

lunes, 30 de noviembre de 2009

Um Milhão.

Temos um milhão de pessoas inscritas nas “ Novas Oportunidades”.
É um facto extraordinário. O País dá uma nova oportunidade de estudos a quem, passado o seu tempo próprio e por variadíssimas razões suas ou alheias, não pode ou não quis avançar ou completar o Ensino Básico.
Visto assim, sem mais, é um gesto social grandioso, e poderia trazer à sociedade que o suporta algum ganho de conhecimento.
Todavia, o que está a ser feito, e o modo como está, só traz mais despesa e maior mediocridade. Alicia-se um jovem ou uma pessoa de 50 anos a voltar à escola, dá-se-lhe um subsídio não se sabe porquê e, a troco da organização duma pasta com algumas (verdades ou mentiras) entrega-se-lhe o diploma do 9ºAno. Grande parte destes jovens ( afirmo-o com conhecimento) não querem estudar nada, apreender coisa nenhuma mas ficam diplomados. Isto é um logro para a país que paga isto e para eles próprios.
Mas, em meu entender, o pior disto é que estes jovem ficam a pensar
Que os professores, aqueles que lhe atribuíram o diploma também tiraram os seus cursos, as suas licenciaturas da mesma forma.

miércoles, 25 de noviembre de 2009

O meu 25 de Novembro

Parece ser uma data que muitos quer esquecer ou ignorar. Entre o 25 de Abril de 74 e 25 de Novembro de 75, muitos foram os que não sabiam para que lado cair, se para a democracia se para a revolução. Depois, muitos dos revolucionários mais fervorosos passaram a democratas apanhando os lugares e as oportunidades que se lhe abriram, no mais descarado desaforo.
Em 25 de Novembro vivi a maior responsabilidade de toda a minha carreira, muitos a ignoram, os que estavam próximo esqueceram.
Após o 25 de Abril a sociedade entrou em ebulição e, nas escolas, instalou-se quase o caos. Eu estava a leccionar na então Escola preparatória. Era, aliás, o meu primeiro ano naquela escola. Com a revolução em marcha ninguém se entendia. O anterior director fora demitido mas ninguém o substituíra. As reuniões duravam o dia inteiro, não havia ninguém que assumisse o comando da Escola. Os professores gladiavam-se. Eu tive a ousadia de perguntar se sairíamos daquela situação ou encerraríamos a Escola. Como não estava conotado nem com direita nem com esquerda, numa espécie de votação apressada encarregaram-me de dirigir a Escola. Escolheram também dois colegas para trabalharem comigo. Claro que em poucos dias fiquei sozinho porque cada colega entendia as coisa à sua maneira, ou revolucionariamente ou pacificamente. Tomei portanto a direcção da escola sozinho, mantinha o meu horário completo, havia falta de funcionários e os que havia recusavam trabalhar porque eram mal pagos e “agora” queriam ser equiparados aos professores, também havia falta de alguns professores. Eu tinha ainda a minha licenciatura para acabar. Fazer horários era uma tarefa quase impossível porque toda a gente queria coisas a seu jeito, o Ministério da Educação como todos desapareceu, quase todos os dias eu tinha que me deslocar a Lisboa, no meu carro e sem qualquer ajuda financeira, onde uma espécie de comissão ia resolvendo, atabalhoadamente, alguns problemas. O antigo director, colega competentíssimo manteve-se a leccionar mas silencioso e estava fora de questão pedir-lhe ajuda o que equivaleria a ser eu o saneado. Na sala a que chamavam o meu “gabinete” entravam todos os dias colegas dos mais “ revolucionários” exigir que “ saneasse” o antigo director. Alguns “professores” de trabalhos manuais fabricavam com os alunos matracas e armas para a “defesa” da revolução. O chefe da Secretaria, saneado de outra escola encolhia-se com medo de qualquer decisão. Por tudo e por nada havia uma reunião onde os professores, cerca de 80, nunca se entendiam.
Foi neste “ pacifico” clima de trabalho que cheguei ao dia 25 de Novembro. Cerca das 10 horas telefonaram para ir com urgência, tinha dois oficiais do exército em minha casa. Por esses oficiais foi me dito o que se estava a passar, o Presidente da República tinha declarado o estado de sítio, e o exército queria cercar a Escola e prender os professores a não ser que eu garantisse que a escola continuaria a trabalhar sem problemas.
Dei a minha palavra de honra que na Escola se manteria tudo normal. Quando cheguei à Escola apenas acompanhado de um cabo e um praça, uma auto-proclamada delegada sindical ligada ao PCP tinha chamado os professores para uma reunião. Muito ingénuos estavam todos reunidos. Tinha apenas uma hipótese: mandar os colegas todos para as aulas antes que os alunos fossem embora ou ser o primeiro a ir para a cadeia militar. Não foi fácil obrigar a “sindicalista” a recolher as garras e convencer os colegas a regressarem às salas.
Logo que, em 76 houve eleições para os Conselhos Directivos entreguei a direcção. Nunca tive apetite pelo poder. Não tive qualquer compensação, no entanto, sozinho, dirigi uma escola durante dois anos. Não consto sequer como se alguma vez tivesse dirigido aquela Escola. Hoje é fácil. Os democratas de hoje uns não sabem disto, outros fizeram por esquecer.

martes, 24 de noviembre de 2009

Já não há paciência

Há quantos anos ouvimos o Dr. Vitor Constâncio a dizer que os funcionários públicos têm que ganhar menos que os outros trabalhadores? Fiscalizar a banca como era seu dever, isso não é preocupação para este "funcionário público" Será que este nunca mais se enxerga?

viernes, 20 de noviembre de 2009

Pior do que eu previa.

No dia 3/10 eu coloquei aqui um texto com as minha previsões sobre o que se passaria na Assembleia da Republica acerca da avaliação dos professores. Hoje verificou-se que estava próximo da razão, foi pior ainda. Como são ingénuos os professores que acreditaram que o PSD votasse contra o PS. Deram o promeiro passo para que tudo fique quase na mesma. Esperemos.
Reponho o que escrevi nesse dia.
"Para quem tinha dúvidas já tem a resposta. O Ps não pretende alterar nada na avaliação e ECD dos professores. O PSD também não está interessado, só se colou à luta dos professores quando estava em campanha eleitoral.
Estas são as minhas previsões do que se irá passar.
Os partidos da oposição PCP, BE e CDS vão apresentar as suas propostas na Assembleia da Republica. O PS vota contra, o PSD abstem-se. As leis não passam. Os proeffores não têm coragem para parar as escolas.( o que eu lamento) O Ensino vai piorando"

miércoles, 4 de noviembre de 2009

Proposta de casamento gay.

Com coisas destas, os nossos deputados justificam o dinheiro que custam ao povo. Qual será a merda que vem a seguir? Os problemas concretos, a pobreza, a corrupção, isso fica para a próxima legislatura!

martes, 3 de noviembre de 2009

Preparem-se para a luta Srºs Professores.

Para quem tinha dúvidas já tem a resposta. O Ps não pretende alterar nada na avaliação e ECD dos professores. O PSD também não está interessado, só se colou à luta dos professores quando estava em campanha eleitoral.
Estas são as minhas previsões do que se irá passar.
Os partidos da oposição PCP, BE e CDS vão apresentar as suas propostas na Assembleia da Republica. O PS vota contra, o PSD abstem-se. As leis não passam. Os proeffores não têm coragem para parar as escolas.( o que eu lamento) O Ensino vai piorando:

jueves, 29 de octubre de 2009

3.500 Milhões

Vivemos em sociedades necessariamente organizadas. Umas organizadas mais democraticamente, outras à força. Em todas elas existem, por necessidade organizativa, governantes e governados.
Quer partamos de conceitos religiosos quer de conceitos civis e naturais, e depois da caminhada feita pela História, ou o Homem através dela, custa-nos aceitar na nossa sociedade, neste século, algumas procedimentos de homens escravizando, explorando, roubando o pão e a dignidade do outro. Nascemos iguais e, ao nascer, o criador ou a natureza conferiu-nos os mesmos direitos. Podemos nascer com mais ou menos inteligência, não nascemos com menos direitos básicos. Temos todos o direito à indignação e à revolta. Apenas as armas com que nos revoltamos não poderão ser mortíferas, porque aí perdíamos os nossos direitos. Resta-nos o direito à reclamação e à palavra.
Vem este arrazoado a respeito de duas notícias desta semana.
1- Portugueses a trabalhar em Espanha acorrentados como escravos.
2- O “buraco” do BPN já custou ao erário publico, a nós que trabalhamos, pagamos, muitas vezes ficamos sem o suficiente para viver dignamente, 3.500 Milhões de euros.
Que raio de mundo!

miércoles, 28 de octubre de 2009

Porque não escrevo

Este blogue anda meio abandonado. Não escrevo nada porquê. Escrever parece tão simples, se fosse só, clicar, riscar o papel ou juntar as letras seria tão fácil. Dificil é pensar o que escrevemos. Dizer alguma coisa con sentido e clareza que os outros devam ler.
"É preciso sermos mais fortes que nós para abordar a escrita, é preciso ser-se mais forte do que aquilo que se escreve. É uma coisa estranha, sim.
Marguerite Duras. in. Escrever

viernes, 23 de octubre de 2009

6 Anos

Tinha-me esquecido. Este blogue tem seis anos. Não neste endereço, mas no Weblog, com o mesmo nome: intro.vertido.
O meu primeiro poste foi esta poesia simples:
Uma poesia minha
Olho ao longe, pela janela
Através daquela árvore brilha a Lua
A luz acompanha a sombra dela,
Na minha memória, sempre nua.
Sem roupas nem preconceitos,
Apenas bela e sem defeitos.
Caminhando, agita os lindos peitos,
Onde a imaginação goza deleites.
Sobre o meu sonho sopra o vento
Fugaz, na madrugada o desalento.
No espaço escuto sons de desencanto
No livro da história, página em branco.
João Norte

As nossas Vilas

Sou um andarilho, sempre que tenho tempo e afamília me pode acompanhar, ando pelo país ou por fora. No feriado de Outubro fui pelo Alto Alentejo, há sempre por ali história e boa comida. Visitei mais uma vez esta histórica vila. Sabem o que é?

viernes, 16 de octubre de 2009

A nova Assembleia

Acabaram as eleições, todos ganharam como é costume.
O primeiro- ministro está uma "doçura" vamos ver o que vai acontecer, esperamos que os partidos cumpram as promessas aos professores. O equilibrio da Nova Assembleia pode obrigar a muito. Esperemos!

viernes, 2 de octubre de 2009

Estatuto da Carreira Docente. simplex

Artigo 1.º
Objecto
1 — O presente decreto -lei altera o Estatuto da Carreira
dos Educadores de Infância e dos Professores dos
Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto -Lei
n.º 139 -A/90, de 28 de Abril, alterado pelos Decretos -Leis
n.os 105/97, de 29 de Abril, 1/98, de 2 de Janeiro, 35/2003,
de 17 de Fevereiro, 121/2005, de 26 de Julho, 229/2005, de
29 de Dezembro, 224/2006, de 13 de Novembro, 15/2007,
de 19 de Janeiro, e 35/2007, de 15 de Fevereiro, adiante
designado por Estatuto da Carreira Docente.
2 — O presente decreto -lei altera, ainda, os Decretos-
-Leis n.os 20/2006, de 31 de Janeiro, e 104/2008, de 24 de
Junho.
Artigo 2.º
Alteração ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância
e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário
Os artigos 16.º, 22.º, 31.º, 37.º, 38.º, 48.º, 63.º, 69.º e
111.º, todos do Estatuto da Carreira dos Educadores de
Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário,
aprovado pelo Decreto -Lei n.º 139 -A/90, de 28 de
Abril, alterado pelos Decretos -Leis n.os 105/97, de 29 de
Abril, 1/98, de 2 de Janeiro, 35/2003, de 17 de Fevereiro,
121/2005, de 26 de Julho, 229/2005, de 29 de Dezembro,
224/2006, de 13 de Novembro, 15/2007, de 19 de Janeiro,
e 35/2007, de 15 de Fevereiro, passam a ter a seguinte
redacção:«Artigo 16.º

lunes, 28 de septiembre de 2009

A minha análise

Já ouvi e li muitas análises ao resultado das eleições, todavia eu tenho a minha e ainda não ouvi ninguém referir coisa parecida, será que estou muito enganado? Mas vamos lá. A 1ª conclusão que se tira é a de que a D. Manuela vai para a reforma, que deve ser grande os barões do PSD já estavam à espera da sua queda. O PS canta vitória, mas curta. O priblema está na governação do País e é isso que interessa a todos. A critica que se fazia, e com razão, a Sócrates e ter governado à direita preenchendo o espaço político do PSD. Em meu entender, com este resultado, o próximo governo será ainda mais à direita. A soma dos deputados do PS com qualquer partido da esquerda não lhe permite maioria. Os acordos pontuais doderão esbarrar com a soma dos do PSD com os do CDS que juntos são mais do que os do PS. Logo, o PS terá de fazer acordos com o CDS para ter a maioria no Paralamento. É caso para dizer: "pior a emenda do que o soneto". Outra coisa que me interessa é ver a posição dos partidos em relação ao estatuto do professor. Será que algum vai colocar na Assembleia uma proposta de alteração? E será que a votam todos? Tenho muitas dúvidas. O PSD vai deixar esquecer este assunto. Só se referiu a ele na campanha para cavalgar o descontentamento porque quanto ao conteudo concorda. Veremos!

martes, 22 de septiembre de 2009

Cavacogate

Pronto, já temos o nosso Cavacogate. Num país onde as pessoas pensassem, este homem teria que se demitir e o PSD afundava-se.

miércoles, 16 de septiembre de 2009

A Padeira e o D. Nuno

Como as férias acabaram, pus-me a pensar nas eleições, nos cenários possíveis.
Pelas sondagens já publicadas parece que teremos um partido minoritário à esquerda ( o PS) ou à direita (PSD).
Partindo das declarações feitas pelos líderes da direita, não é difícil imaginar o futuro.
A D. Manuela encarnou o espírito da Padeira, quer o nacionalismo contra os espanhóis; talvez fechar as fronteiras, restaurar os castelos, proibir a importação de caramelos, encontrar um D. Nuno Alvares repetir Aljubarrota.
O Paulo Portas quer que os pagamentos do subsídio sejam em géneros; podíamos voltar às trocas directas, talvez mesmo abolir a moeda, votávamos à servidão, e aos senhores, talvez com direito à primeira noite das donzelas.
Com estes dois voltávamos, pelo menos à Idade Média.
Nada disto me espanta. O que me espanta é ver pessoas, aparentemente inteligentes, a votarem nestes líderes.
<img src="jonorte.files.wordpress.com/2009/09/f-leite-a-chorar51.jpgwp-content/uploads/2009/09/F-Leite-a-chorar4.jpg" alt="F Leite a chorar" title="F Leite a chorar" width="96" height="96" class="alignnone size-full wp-image-519" />

martes, 8 de septiembre de 2009

Diz antigo ministro do PSD

Ex-ministro da Saúde do Governo de Cavaco critica programa do PSD
08.09.2009 - 10h01 Romana Borja-Santos
O antigo ministro da Saúde de Cavaco Silva, Paulo Mendo, considera que os programas eleitorais dos diferentes partidos para o sector que liderou são “omissos” e critica, mais concretamente, o PSD por dizer “banalidades” e por fazer propostas que não são “bem justificadas”.

Em declarações ao Rádio Clube, o antigo responsável pela pasta da Saúde lamenta ainda que o “essencial da saúde” não seja “falado nem sequer programado” quando a expansão dos serviços e a relação do Estado e do Serviço Nacional de Saúde com o sector privado serão os desafios da próxima legislatura, quer vença o PS quer vença o PSD. A este propósito, o antigo ministro considera preocupante que as parcerias público-privadas tenham ficado de fora do programa dos socialistas e dos social-democratas.

Alargar o acesso a cuidados de saúde oral a todas as crianças e jovens entre os 4 e os 16 anos, promover rastreios junto da comunidade escolar, garantir até 2013 que as Unidades de Saúde Familiar abranjam todo o território nacional e alargar a todo o país o apoio domiciliário de cuidados continuados integrados são as principais propostas feitas pelo PS para desenvolver no sector da saúde na próxima legislatura.

Além disso, o partido promete continuar a promover o Serviço Nacional de Saúde e incentivar a “racionalização da rede de assistência materno-infantil e da rede de urgências”, assim como continuar a trabalhar na venda de medicamentos fora das farmácias. Por outro lado, pretendem apostar na prescrição electrónica, incentivar o consumo de genéricos e aumentar a comparticipação para quem mais precisa. Racionalizar os recursos humanos e apostar na cirurgia de ambulatório são outras duas propostas. O PS apresenta, ainda, propostas específicas para diferentes patologias como o VIH/Sida, diabetes, dependências, oncologias e saúde materno infantil.

Já o PSD – que o PS acusa de querer privatizar o Serviço Nacional de Saúde – pretende garantir uma “maior acessibilidade aos serviços de saúde”, mas reduzir a despesa com os mesmos, para não colocar em risco a “sustentabilidade financeira”. O partido propõe, ainda, um rastreio às condições dentárias, visuais e auditivas nas crianças e uma redução das listas de espera. Não obstante, pretendem continuar a apostar na medicina familiar e da rede de cuidados continuados.

Uma maior de liberdade de escolha entre cuidados públicos e privados, o fim das taxas moderadoras e o aumento da comparticipação e o incentivo do consumo de genéricos passando a prescrição a ser feita por “denominação comum internacional” são outras das ideias do PSD. O partido fala ainda se parcerias público-privadas mas sem clarificar os contornos em que as pretende desenvolver.

viernes, 4 de septiembre de 2009

miércoles, 2 de septiembre de 2009

Cada vez que vejo a cara da D. Manuela lembra-me uma anedota. assim: uma mãe chega a casa e encontra filha nua, ralha e ela responde: não estou nua este é o fato do amor. Pensa bem e espera o marido da mesma forma , nua. O marido pergunta: porque é que estás nua? não estou nua, este é o fato do amor. Responde o marido: podias ao menos passá-lo a ferro.
Olhando a D Manuela e o Socrates ocorre-me: pelo menos ele está passado a ferro.

domingo, 16 de agosto de 2009

A pobreza da nossa política

Este país em que tivemos a sorte de nascer e que, pelo sua situação geográfica e climatérica poderia ser um país de riqueza, continua pobre como sempre foi e enganado pelos seus naturais que vivem explorando outros seus compatriotas.
Passámos os séculos da Renascença sem renascermos, da revolução industrial sem a fazermos, da tecnologia sem a termos. Sempre vivendo do exterior suprindo a falta do que alguns roubam. Depois de uma ditadura que nos manteve no obscurantismo da religião ignorante, pensávamos que com a “ revolução de Abril” homens esclarecidos e honestos tomassem as rédeas do governo que nos tinha faltado. Porém, mais uma vez, vêm de fora milhões a que os “ espertos” põem a mão. A corrupção instala-se como vírus no tecido político. Os governos de maioria são uma miragem para pôr fim ao compadrio e ao arranjo de ocasião. Os actores são os mesmo, a farsa não muda. Nas campanhas eleitorais repetem-se as mesmas pessoas, as mesmas propostas e a falta delas.
Parece faltar a este país capacidade imaginativa para governar. O povo na sua maioria continua ignorante: não lê, não pensa, esquece hoje quem foram os incompetentes de ontem e tudo continua na mesma.
Avizinham-se novas eleições com pessoas velhas. E a escolha parece recair nos de ontem de quem não se gostou ou nos de anteontem, piores ainda, mas de que já nos esquecemos.
Vemos, ouvimos e lemos pessoas que nos parecem bem intencionadas a pregar e defender pseudolíberes( refiro-me obviamente à D. Manuela) que de líder não tem nada e cujo passado político já mostro incompetência, falta de ideias e de rumo.
Vejamos alguns exemplos:
Enquanto ministra da Educação tentou as mesmas reformas que a ministra Maria de Lurdes ou pior. Vejam-se os jornais e fotos da época. Enquanto ministra das finanças assinou o TGV do Durão, empenhou os impostos, assinou a compra ruinosa e duvidosa dos submarinos: Isto para não ir mais longe.
É esta a escolha?

martes, 4 de agosto de 2009

sábado, 18 de julio de 2009

Os barões do PSD

Há dias que não tenho nem saúde para escrever nem paciência para falar seriamente da nossa política e dos nossos pequenos políticos. Mas hoje a vista está melhor e o tempo está mau para a praia. Por isso, não há fome que não dê em fartura.
Volto à D. Manuela.
Dirão vocês “ este embirrou com a velha”.
Os barões do PSD pouco mais fazem do que comerem-se uns aos outros. O João Jardim já tinha mostrado que não morria de amores pela “senhora ferreira leite”, agora meteu a velha num chinelo difícil de descalçar com a proposta de introduzir na Constituição a recusa do comunismo. Se a velha toma posição contra, a direita não lhe perdoa, se a velha se cala (consente) temos uma candidata a primeiro-ministro que advoga a intolerância aos que mais se bateram contra a ditadura. Ora depois de dizer que “ o casamento era para procriar”, depois de se esquecer que como ministra das finanças tinha assinado as propostas do TGV de Durão e outros esquecimentos, que mais voltas terá que dar a D. Manuela?

A D. Manuela

A D. Manuela já não rasga as propostas do PS. A D. Manuela já concorda. A D. Manuela já disse que não fará o TGV, não fará o Aeroporto, não fará mais auto- estradas.
O que faria a D. Manuela se fosse eleita?

Coitada da D. Manuela sofre de Alzheimer

viernes, 3 de julio de 2009

Ela Faz tudo.

Pronto. Os professores podem ficar tranquilos, a D. Manuela resolve tudo: novo estatuto, nova carreira, nova avaliação; mas esta senhora já foi ministra da Educação. Lembram-se? E na véspera da última manifestação o PSD dizia que os professores era "arrebanhados" pelo PCP. Lembram-se?
Cínicos já temos.
Deus nos livre da D. Manuela.

lunes, 15 de junio de 2009

Análise tardia mas é minha

Após as eleições para o Parlamento Europeu tenho lido e ouvido as mais variadas análises. No entanto, poucas me parecem abranger com inteligência o que se passou. Há uma tendência para ficar pela pequenez portuguesa sem compreender que o que verdadeiramente estava em causa era o Parlamento Europeu. É claro que nenhum dos candidatos nos explicou o que pretendia fazer como deputado europeu, ficando apenas pelo ataque à política do adversário. Por isso, e não só, os portugueses fizeram destas eleições apenas uma demonstração do seu descontentamento ao governo. Têm razão! Há coisas que foram mal, os professores que o digam.
Porém, o que se passou por toda a Europa é um sinal de preocupação. Os partidos liberais ficam senhores do Parlamento Europeu e parece que estes liberais não perceberam que a crise económica lhes aponta outro caminho que não aquele que têm seguido. Por outro lado, é preocupante o avanço dos partidos de extrema-direita. É bom estarmos atentos.
Voltando ao nosso cantinho. O PSD embandeirou em arco e vê-se já vencedor das eleições legislativas. Talvez tenha sido bom assim. A “nova” descoberta política Paulo Rangel admite já a coligação pós eleitoral com o CDS. Assim os portugueses começam a saber com aquilo com que contam.
O Sócrates tem uma atitude arrogante, sem dúvida, mas trocá-lo pela incompetência da D. Manuela e pelo Portas dos submarinos, Não!

miércoles, 27 de mayo de 2009

Depois de Oliveira e Costa

Depois de ouvir Oliveira e Costa, só me ocorre um pensamento:
- Ao que chegámos!

domingo, 24 de mayo de 2009

Um poema para variar

Vida inventada

Sinto a vida a esvair-se,
Por entre as brumas dos Invernos.
Já se agitam as sombras da eternidade,
Ganham forma as coisa deste mundo.
Ao sopro dos ventos, em cada gesto
Da consciência do homem,
Que vem do sono profundo
das palavras, que nascem do amor
do primeiro acto e se foi gerando.
Sopram os ventos em cada gesto criador.
No esforço da composição do verso,
Faz-se a luz nos templos do Universo.
Na Natureza que nos alimenta os sentidos.
A cada passo escuto o amor,
Que se manifesta na grandeza do processo,
Que faz pensar nos caminhos
Que só Deus conhece.
E vivo neste erro em que o poeta
Inventa os seus dias,
Enquanto viver,
Cantando as tristezas e alegrias.

João Norte

jueves, 21 de mayo de 2009

Estou farto

Não me apetece muito escrever. Vou dando algumas achegas num novo romance que nem anda nem desanda.
A política está de tal maneira que me deixa entre dois pólos: ou dizer muito ou não dizer nada. Já não há pachorra.
As eleições aproximam-se. Votar ou não votar? Votar em quem?
As elites portuguesas atolaram-se na ganância e na corrupção. Os gestores e banqueiros em que o povo confiava transformaram-se em quadrilha organizada, a justiça não existe.
Cada vez que ouço os políticos alternativos fazem mais nojo ainda do que os que lá estão.
Vejamos.
O candidato do PSD repete à exaustão a apresentação do “Magalhães” no tempo de antena do PS, ainda não lhe ouvi uma ideia para a Europa a que é candidato.
A D. Manuela não sai da critica da crise e ao TGV.
E eu lembro, esta Srª era ministra das finanças no tempo em que o governo de Barroso assinou na Figueira da Foz o acordo com os espanhóis a construção de 5 linhas de TGV: Porto/Lisboa, Lisboa/Madrid, Porto/ Vigo e Aveiro/Salamanca. O país tinha um défice de 6,8%. A D. Manuela correu vender ao “Sitygroupe” onze milhões de impostos por milhão e meio. A D. Manuela foi buscar, a peso de ouro, o Dr. Carlos Macedo para os impostos , a D. Manuela esqueceu-se de incluir na sua declaração uma herança etc, etc. A D. Manuela não vê o sr. Dias Loureiro e outros do seu partido que estão até ao pescoço metidos em falcatruas.
Então é esta gente capaz de governar?

jueves, 7 de mayo de 2009

Reposição. Em 6 de Maio de 2005 escrevia

maio 06, 2005
Eu sinto-me mal.
São muitos os loucos.
Não faltam, infelizmente, assuntos em que pensar neste pobre país em que vivemos.
País pobre, de 900 anos de história, com estatísticas que nos colocam a par daquilo que se convencionou chamar terceiro mundo, mas onde alguns sem escrúpulos sugam até ao tutano o que ainda há para sugar.
Parecem serem insaciáveis de poder e, com ele, acesso a grandes negociatas, num frenesim de enriquecimento desavergonhado. O barrete é para quem serve, e basta estar atento aos candidatos às autarcas para encontrar os apontados.
Somos um país de extremos, um povo de loucos.
Se a uns sobra astúcia, a outros falta o mínimo de discernimento para uma vida digna, mesmo que pobre. Diz o povo que o mais pobre é pobre de juízo.
Há à nossa volta tanta miséria que nos faz dó e revolta ao mesmo tempo. Muitas das pessoas que cruzam connosco, aparentemente normais, são loucos.
São loucos aqueles a quem o poder e o dinheiro nunca são suficientes para saciar a sua ambição. São loucos os pobres que torturam e matam os filhos, coisa que não fazem os próprios animais selvagens.
E eu pergunto.
- Onde estão os organismos responsáveis?
- Onde tem estado os governos que deviam ser uma entidade que punisse uns, educasse e apoiasse os outros?
- Onde está a responsabilidade de cada um de nós?
- Como nos sentimos cada um no seu lagar mais ou menos responsável?
- Eu sinto-me mal. E você?
Publicado por João Norte em 06:59

Hoje parece que tudo se repete.

viernes, 1 de mayo de 2009

Foge Cão que te fazem Barão

Esta célebre frase de Almeida Garrett parece nunca ter tanta razão de ser como hoje no nosso panorama político.

Aproximam-se as eleições; o que pode o eleitor escolher perante o leque de partidos que temos? Qualquer pessoa atenta especialmente nestes últimos dez anos de democracia, percebeu que o nosso sistema partidário, sujeito à disciplina do partido tira ao deputado toda a importância do sistema democrático tal como está. A nossa elite política parece limitada ao mesmo grupo de elementos, mais gestores do que políticos, cuja ganância e despudor se enredou nas fraudulentas manobras financeiras. O próprio Presidente da República parece refém do seu antigo grupo de homens-de-confiança incapaz de destituir do Conselho-de-Estado um Dias Loureiro atolado no lamaçal do BPN e, perante a crise económica, não tem mais para oferecer ao país senão o apelo ao acordo central. A PSD, enredado nas suas contradições, sem alternativa de governo ao PS, corre a abraçar a ideia.

Na Assembleia da República os partidos embrulham-se em palavreado se serem capazes aprovar uma lei clara, nem sequer saberem explicar ao povo que “fuga ao fico e enriquecimento ilícito” são coisas diferentes. Há quase um ano sem serem capazes de eleger um procurador da justiça, agora apresentam 4 e cada um irá votar no seu.

Mas perante esta aparente incapacidade são capazes, rápidos e secretos a aprovar o aumento das suas receitas por oferta directa e em dinheiro abrindo mais o caminho aos sacos de notas e à corrupção. Nem um só veio dizer, ainda que fosse por cinismo, isso não!

Para onde se me fazem visconde

martes, 28 de abril de 2009

A Bicharada perigosa.

A Bicharada está a tornar-se muito perigosa. Já tínhamos as vacas loucas, as galinhas constipadas, as ovelhas com língua azul, os coelhos com olheiras, as lagartas nos pinheiros, ratazanas no freeport, raposas no BPN e agora a gripe dos porcos.
A Bicharada está perigosa!

lunes, 27 de abril de 2009

Os Cotas

Para mal de nós todos
Se este País não existisse, alguém teria de inventá-lo.
Há uns anos, os nossos jovens começaram a tratar-nos, pais e avós, por “cotas”pensámos que, com isso nos queriam chamar de velhos, mas talvez não.
Depois habituamo-nos às cotas; as cotas do pescado, as cotas leiteiras, as cotas das mulheres na política, as cotas na educação, as cotas dos professores titulares e, agora, a última novidade, as cotas de detenções nas esquadras da polícia. Cada esquadra terá de fazer uma cota mínima de detenções. Portanto, aqueles que moram nas aldeias calminhas onde nada acontece preparem-se um dia destes bate-lhe à porta o polícia a dizer ”- caro cidadão o sr. tem de fazer parte da “cota” por isso está preso.
Não há dúvida, a juventude está muito adiantada!

jueves, 23 de abril de 2009

Dia do Livro/ os meus livros/ concorram.

Assinala-se hoje o dia do livro. Tenho andado ocupado com outras coisas e, se não tivesse visto as notícias da manhã ter-me-ia passado. Agora vou tentar remediar. Deixo aqui um convite a todos que me visitarem até ao dia 25 de Abril, outra data que se aproxima e que não podemos esquecer. PASSEM PALAVRA.

A todos que me enviarem um texto ou um poema sobre Aril, seu ou de qualquer autor, eu enviarei um dos meus livros, à escolha do participante, cobrando apenas despesas de envio. Os textos ou poemas podem ser deixados como comentário ou enviados por e-mail. Serão depois publicados neste blogue.

Mantenho o desafio sobre as imagens do poste anterior.

martes, 14 de abril de 2009

Depois da Páscoa

Olá amigos.

Obrigado aqueles que vieram aqui deixar os desejos de Boa Páscoa. Espero que todos amigos  tenham igualmente gozado de uma Páscoa feliz.

Eu aproveitei para fazer umas férias com a família, foram 14 dias fora-de-portas.

Aproveito para deixar umas fotos, mal tiradas, e fazer um "concurso", quem identificar as fotos que vou colocar terá como prémio um livro meu de oferta. Vamos lá.

Digam que paisagem ou que cidade onde foram tiradas.

domingo, 15 de marzo de 2009

Sinistra é pouco.

O concurso dos professores a  sobrepor-se às férias da Páscoa. Fui professor desde 1967, não tenho ideia de alguma vez os professores não poderem gozar a Semana Santa por terem de concorrer exactamente nessa semana.

viernes, 6 de marzo de 2009

Que falta de vergonha

Já não há nada com que nos possam surpreender esta casta de exploradores consentida por outra (a mesma) casta de políticos nesta Europa e neste Portugal em crise, onde milhões vivem  abaixo do limiar da pobreza.
Em Portugal a GALP apresenta lucros escandalosos, os maiores conseguidos, enquanto os consumidores pagam os combustíveis a preços proibitivos.
O nosso 1º ministro prometeu-nos um imposto Robim dos Bosques. Será que ainda se lembra disso?! Gostaríamos de saber quanto vai pagar a GALP por esses lucros. Na EDP e PT a situação é idêntica.
Na Europa, onde a crise é generalizada, os deputados ao Parlamento Europeu vêem o seu ordenado aumentado para o dobro, e esse dobro é de 3815 para 7665€ mais ajudas de habitação que, só por si, equivalem quase a um ordenado mínimo.
Isto não chega ao conhecimento de grande maioria do nosso povinho que continua a ver os “ morangos com açúcar”, até que a própria Igreja comece a fazer do púlpito local de informação, já que na Assembleia da República se sentam deputados carreiristas sem cultura nem formação social.

jueves, 19 de febrero de 2009

Um País tolhido

Uma sondagem dava-nos há pouco tempo como o povo mais pessimista de Europa. Já sabíamos que ser pessimista, fatalista, saudosista, gostar de fado, não acreditar em nada que seja nosso, gostar de comprar tudo o que é feito lá fora ainda que seja pior do que os portugueses fazem, são características que nos vêm de muito longe, talvez desde que verificámos que a Índia não nos enriquecia e que nos estão coladas como parte da nossa pele.
Porém o problema actual não é infelizmente apenas uma característica. Não era disso que a sondagem falava como não é disso que falam os números, tanto os do FMI como os do Banco de Portugal. Esses números falam da quebra do poder de compra e da quebra do consumo daí resultante. Os números falam da diferença entre a média dos salários nacionais e a média europeia. Os números falam do maior custo de vida em Portugal do que a média europeia. Os números falam de muitos milhares de pessoas portuguesas que passam fome. Os números falam da falta de cuidados de saúde e da espera por cuidados que deviam ser imediatos. Os números falam de creches a fechar e nenhuma a abrir. Os números falam de meio milhão de portugueses sem emprego. Os números falavam, e já não falam, dos lucros desenfreados da banca e das grandes companhias de serviços necessários e seguros. Os números falam do défice da balança comercial descontrolado, apesar do governo nos querer tapar os olhos vendendo o que outros anteriores tinha guardado. Os números falam de corrupção que se estende pela sociedade portuguesa como uma epidemia de tuberculose incurável, misturando política com futebol e negócios imobiliários. Os números falam de gestores corruptos e ladrões que desviaram o dinheiro dos depositantes para proveito próprio.  Os números falam de banqueiros ladrões e de banca falida que o povo tem de pagar. Os números falam de  organismos reguladores chefiados por pessoas muito bem pagas que não regularam coisa nenhuma. Os números falam de um país à beira do desespero. Os números falam da compra de carros de luxo atentatório à dignidade de quem paga impostos. Os números falam-nos em tantas coisas que nos deixam envergonhados.
Será que ainda alguém espera que os portugueses tenham vontade de rir neste carnaval?

sábado, 14 de febrero de 2009

NUM Xei de Nada

Xuro que nom xei de nada, xó  estive xete anos na xoxiedade luja e nom xabia de nada. Eu xou um anjo, um conxilheiro xério. Os xoutros é que xabem tudo, num  roubei nada, xó rexebi uns trocados para comprar as minhas moradiax. Num xei de nda xá dixe. O xinhor prexidente tumbem num xabe.

martes, 10 de febrero de 2009

Já Não Há Paciência

O comportamento do trio governante Ministério da Educação seria apenas lamentável se não tivesse as consequências que qualquer pessoa ajuizada pode prever.

É confrangedor assistir ao ziguezague patético, ora retirando, ora lançando nova regras no Estatuto da Carreira Docente, impondo ou deixando cair exigências na prática docentes, abandonando velhas e criando novas hipotéticas formas de avaliação, cada vez concentrando mais o controle administrativo das escolas.

Numa nova tentativa de atirar poeira para a opinião pública vem agora, pela boca estafada do secretário de estado Jorge Pedreira, anunciar mais um escalão na carreira dos docentes não titulares, mais um para os titulares, prémios monetários para os professores que tenham avaliação de muito bom ou excelente, numa errância que faz dó, apenas tentando ganhar tempo até passarem as eleições. Pensando nos professores como “ coisa menor” este governo nunca percebeu a importância do Ensino nem o desgaste que esta falta de tacto lhe traz.

miércoles, 4 de febrero de 2009

Encontro de blogues.

Atenção colegas. O 1º encontro de bloguistas nas Caldas da Rainha dia 21 de Março com almoço preço ainda a combinar.

Inscrições para

 zeventura@netvisao.pt

loja107@apo.pt

j.lnorte@otmail.com

Inscrevam-se e divulguem.

martes, 3 de febrero de 2009

A crise e as suas consequências

A crise económica que se está sofrer pode ainda ter consequências muito mais graves do que seriam de esperar.

O homem comporta-se conforme as circunstâncias; a fome torna o lobo mais feroz e o homem menos civilizado. E não há convenções ou acordos que sejam respeitados quando se tem fome. Muitos comportamentos estão a vir ao de cima mais cedo do que se pensaria. Na perspectiva da perda de emprego reaparecem os comportamentos xenófobos contra os imigrantes. Estou a referir-me às greves inglesas contra a contratação de trabalhadores portugueses e italianos. Se há país onde existiam imigrantes de todo o mundo é em Inglaterra. Enquanto houve trabalho para todos a convivência foi pacífica, agora corre se o perigo de descambar. Pior ainda se os partidos de direita se aproveitarem deste medo dos trabalhadores para cativarem descontentamentos a seu favor. É assim geralmente; lembremos Le Pen em França, Paulo Portas em Portugal.

Há, no entanto, um pormenor que me surpreende: a maior parte dos trabalhadores estrangeiros em Inglaterra têm origem em países como o Paquistão, a Índia, África e Malásia, porquê ser contra portugueses e italianos este primeiro levantamento?

Será porque sendo cidadãos da Europa e, como tal, com mais direitos, assustam mais? Será o antigo orgulho dos britânicos contra os continentais? Será porque continuam a considerar os povos do sul da Europa como inferiores? Ou será que anda já ali mão política de quem é contra a EU?

Vamos ver como a EU consegue lidar com este novo mas perigoso caso de xenofobia.

martes, 27 de enero de 2009

Cega-me a foice. Pema de Conceição Bernardino- in "Amanecer & Palavras Ousadas"

As terras áridas de centeio
correm-me nas veias
o negro espalha-se
pelos campos da fome,
gela-me o frio
sobre as palhas
do trigo sem sustento.
 
Cega-me a foice…
…na cegueira da colheita
 
Os matrigais secaram
na boca de quem as alimenta,
as mãos enrugadas
carregam o fardo
no vazio
das cinzas avermelhadas
queimadas em solidão.
 
Cega-me a foice…
…na cegueira do nada
que me resta.

lunes, 26 de enero de 2009

Sucesso. Diz o Sr. Primeiro-Ministro

"Valeu a pena resistir, não desistir, enfrentar as dificuldades. Este é o caminho para o sucesso», afirmou José Sócrates, no encerramento da cerimónia de apresentação do relatório da OCDE sobre política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008)."
 
O Sr. Primeiro Ministro mete neste “sucesso” também o segundo e terceiro ciclos e Ensino Secundário. No primeiro ciclo apenas mudou o ”complemento educativo” que não teve críticas. No entanto, aqui o recado vai para os professores.
Por eestas afirmações do Sr. Primeiro Ministro ficaríamos sem saber se a política do novo estatuto e avaliação dos professores era da sua autoria ou da Srª  Ministra. Claro que, para mim (já escrevi aqui) esta política não só é dele como representa para ele um ponto de honra.
Lamentável!
A história dirá daqui a poucos anos como estará o Ensino. Quando os pais se aperceberem que os alunos, apesar de transitarem, sabem menos, farão o julgamento deste “ sucesso” anunciado pelo Sr. Primeiro-Ministro.

martes, 20 de enero de 2009

O Novo Presidente.

Hoje deixei tudo para ver e ouvir a tomada de posse do nove presidente Barack Obama.
Os aspectos  que mais me maravilharam foram: segurança, calma, serenidade, humildade.
Não pude evitar a comparação com o frenesim, a gritaria e a agressividade dos nossos políticos.

viernes, 16 de enero de 2009

Os pássaros e os aviões.

Acabamos de assistir ao espectacular acidente de um avião no EU, felizmente sem mortes, causado por um bando de pássaros.
Já sabíamos que os pássaros nas redondezas dos aeroportos são um perigo, tanto assim que mesmo no actual aeroporto  de Lisboa há falcões para afugentar os pássaros.
 O futuro aeroporto de Alcochete ficará mesmo junto a uma zona húmida frequentada por enormes colónias de pássaros migratórios.
Será que o Tejo vai tornar em pista de recurso?! Ou vamos assistir a acidentes mais graves?

miércoles, 14 de enero de 2009

O Caos nas Escolas

Não tenho escrito nada nos últimos dias, falta-me a paciência. Os escândalos de uma determinada "casta" de gestores e políticos que tomaram conta do nosso país, roubando descaradamente o povo tiram-nos o folgo. No entanto, vou lendo e acompanhando o que os outros escrevem, particularmente em relação à Educação. Encontrei num site "abnoxico" o texto que a seguir transcrevo, com a devida vénia ao autor, que me pareceu resumir muito bem o que se passa.

Em três anos, conseguiram instalar o caos nas escolas públicas. Já não discuto as intenções, nem as causas; limito-me a registar as consequências: professores furibundos e insubordinados, que nenhum sindicato ou conselho executivo consegue já controlar; alunos nervosos e insurrectos, à espera do menor pretexto para fazerem desacatos; pais perplexos e divididos.
Eu sei que o governo não desejava isto. Mas a realidade é esta e está à vista de todos.
No caos, ninguém ensina e ninguém aprende e o processo educativo converte-se num pesadelo diário. As escolas públicas precisam urgentemente de paz. E precisam de um novo fôlego motivacional.
Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e Jorge Pedreira deixaram de ser parte da solução, para passarem a ser, simplesmente, o problema. Se são pessoas de bem e ainda querem o melhor para as escolas e para o país, só lhes resta um caminho: pedirem a demissão e darem o lugar a outros. E quanto mais depressa, melhor.

sábado, 3 de enero de 2009

Deus os fez!

Acabaram-se as férias de fim-de-ano.
Não há muito para dizer, ou melhor, haver havia, mas não me apetece.
Ouvem-se as últimas análises às palavras do presidente.
Mas Cavaco Silva não disse rigorosamente NADA além do que todos nós sabemos. Apenas veio dar o “meia culpa” da polémica que tinha ensaiado com a autonomia dos Açores.
Entretanto apressara-se a promulgar tudo o que havia para promulgar inclusive  a avaliação dos professores.
Nem uma palavra sobre a corrupção e as falcatruas na banca. (são os homens do cavaquismo).
Os mesmos!....